Fábricas de energia eólica inauguram ampliação em menos de um mês na BA

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Foto: Divulgação (Manu Dias/GOVBA)

Foto: Divulgação (Manu Dias/GOVBA)

Enquanto a economia brasileira encolhe, sofrendo os efeitos do freio de arrumação que vem sendo dado pelo governo federal, a indústria da energia eólica segue em ritmo acelerado, com efeitos positivos para a Bahia. Menos de 20 dias após a Acciona inaugurar uma segunda linha para a fabricação de produtos para gerar energia a partir dos ventos, ontem foi a vez da espanhola Gamesa apresentar a expansão da unidade em Camaçari, onde fabrica as nacelles – caixas de metal que abrigam o motor dos aerogeradores.

Com um investimento de R$ 30 milhões, a Gamesa vai ampliar a capacidade anual de produção de 400 megawatts para 640 megawatts em equipamentos – o suficiente para abastecer uma cidade com pouco mais de 600 mil habitantes. Segundo o presidente da empresa, Ignacio Martín, a expectativa do setor é a de que a demanda pelos equipamentos permaneça elevada no país, a despeito do cenário de crise econômica que vem se verificando atualmente.

Segundo Martín, o potencial dos ventos baianos, somado à política de desenvolvimento da cadeia eólica que existe no estado, deverá atrair a cadeia de fabricantes de pequenos equipamentos. “Nós queremos atrair os nossos fornecedores para cá, estamos negociando com eles. Isso será bom para a Bahia, mas trará um ganho de competitividade para nós”, explicou.

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, disse que a indústria eólica vive um momento “virtuoso”, apesar do contexto econômico. Elbia Gannoum destacou a importância da Bahia no contexto nacional.

Elbia realçou o esforço feito pelo estado para a atração da cadeia produtiva. “A Bahia está se destacando na atração de fábricas como esta por causa do potencial energético que possui, do treinamento de mão de obra, por conta de um ambiente de negócios e de uma política industrial favorável”, enumerou.

O governador Rui Costa destacou a importância do investimento em um momento de crise e sublinhou o compromisso do estado no sentido de desenvolver a cadeia de equipamentos eólicos. “Nossa opção de investimentos é por estruturar duas cadeias produtivas. A prioridade número um hoje é da indústria eólica”, disse, acrescentando que a segunda cadeia é a química e petroquímica.

Para Rui Costa, a cadeia de energia eólica é importante por gerar investimentos tanto na Região Metropolitana de Salvador, quanto no interior.