Geração de energia solar chega a comunidade carioca

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Foto: Divulgação

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As duas primeiras instalações fotovoltaicas do Morro da Babilônia, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro, foram inauguradas na noite deste sábado (30). Os painéis são resultado de uma ação da associação sem fins lucrativos RevoluSolar, criada em outubro para promover a transição de energia renovável para a favela.

“Quando vim para o Brasil, vi tanto sol e tantos recursos naturais e procurei cooperativas de produção de energia renovável e não achei.  Na Bélgica, somos mais de 50 mil famílias e [o sistema de cooperativas] funciona. Agora, começamos aqui no Brasil a primeira cooperativa de energia renovável”, diz o presidente da RevoluSolar, Pol Dhuyvetter, que também é dono de uma pousada e de um restaurante. Ele é belga e está há sete anos no Brasil.

De acordo com Dhuyvetter, o objetivo para 2016 é instalar painéis em 1% das residências da Babilônia, que tem pouco mais de mil casas. Por enquanto, além das duas já instaladas, há cinco interessados na fila. Para ele, o investimento pode ser grande no início, mas compensa muito a longo prazo com o retorno do valor pago em no máximo seis anos.

“A primeira coisa que fazemos é ver a conta de luz para dimensionar a instalação. Na nossa moradia que tem um bar, um restaurante e uma pousada, precisamos de 24 painéis. Nosso consumo no último mês foi quase R$ 1 mil. Nós colocamos 12 painéis, que custaram R$ 21 mil, e vão suprir a metade do consumo, mais ou menos 150 kW por mês. A estimativa é que, no máximo em seis anos, temos o retorno do investimento, talvez antes. E depois temos luz de graça por 19 anos, dentro da estimativa de duração de 25 anos de uma instalação solar. Então, a estimativa de lucro é de R$ 129 mil em 25 anos. Pode ser mais se o preço da luz subir”.