Embrapa apresenta projeto para instalação de Biodigestores no Sudoeste

, Notícias, Tecnologia

Um importante projeto foi apresentado essa semana pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão. Trata-se da geração de energia elétrica, produção de gás e adubo, a partir biodigestores usando dejetos suínos, bovinos e de aves. A apresentação do projeto contou com a presença de agricultores, representantes de instituições de ensino, cooperativas, prefeitura, empresas parceiras e integradoras.

Segundo dados da Embrapa, o projeto é viável na região e pode ampliar a renda dos agricultores. O zootecnista e responsável pela elaboração do estudo de viabilidade, Airon Magno Aires que a geração de energia elétrica a partir de resíduos tem sido uma alternativa bastante explorada e viável. “ O pessoal está investindo nessa onda de geração de energia elétrica, térmica e combustível a partir de resíduos, então ela é viável sim. A partir de uma tonelada de cama de aviário a gente já tem condições de viabilizar o projeto”, disse.

Nos próximos meses, pesquisadores da Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia da Embrapa, devem implantar três projetos pilotos em Francisco Beltrão, utilizando dejetos de suínos, aves e bovinos. A intenção é produzir energia elétrica, gás e adubo nas propriedades do município. A iniciativa está sendo apoiada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural. De acordo com o secretário Nelcir Basso, a iniciativa é importante para o município e, principalmente, para os produtores que podem ampliar a renda mensal com a venda, por exemplo, de energia elétrica.

O avicultor Gelson Sheid participou da apresentação do projeto e ficou entusiasmado.  Morador na comunidade de Rio Tuna, em Francisco Beltrão, produz cerca de 120 mil frangos por mês e vai investir na instalação do biodigestor. Utilizando a cama de aviário, pretende produzir energia elétrica com intenção de reduzir os custos, uma vez que a Copel não tem mais isentado os agricultores da cobrança do ICMS.

A implantação do projeto deve custar cerca de R$ 800 mil aos produtores. Esse montante, segundo o zootecnista Airon Magno Aires, deve ser financiado pelo BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “É um projeto que por ter um valor alto de investimento, ele parte de um produtor de médio porte, que parte de quatro a seus aviários.

Para o avicultor Gelson Sheid, o projeto é uma das alternativas para manter as propriedades ativas na região Sudoeste. “A partir do momento do primeiro projeto instalado e ele funcionando como é pra funcionar, vai ser uma alternativa muito boa pra toda região né que é uma grande produtora de aves, principalmente”, declarou.