Direto da Redação – O maior parque offshore eólico do mundo, o potencial do bagaço e biometano, e a compra de energia do Uruguai e Argentina

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Para começar o programa de hoje, vamos para o outro lado do Mundo. A Austrália anunciou um projeto que pode representar o primeiro parque eólico offshore do país e o maior do mundo. Trata-se de uma proposta ambiciosa para um projeto de capacidade de 2 GW, composto por 250 aerogeradores com uma potência individual de 8 MW, este fantástico projeto terá um custo de aproximadamente 8 mil milhões de dólares. O parque eólico será construído ao longo da costa de Gippsland, a leste de Victoria.
Este projeto apresenta diversas vantagens para a Austrália, pois acredita-se que a alta e consistente capacidade de geração eólica marítima irá permitir a transição do país para um sistema de energia mais sustentável.
A energia eólica marítima tem apresentado uma tendência descendente, devido à sua falta de competição no que diz respeito a preços.
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Além de utilizar o caldo, o bagaço e a palha da cana-de-açúcar para produzir etanol e bioeletricidade, fontes energéticas que  representaram 17,5% de toda a energia ofertada no Brasil em 2016, o setor sucroenergético poderá contribuir ainda mais para a segurança e a sustentabilidade da matriz energética nacional.
O que aconteceria caso o setor aproveitasse todo o potencial da vinhaça, um subproduto do etanol, para produzir biometano e o biogás. Ou seja, outro tipo de biocombustível e bioeletricidade. Esta é oportunidade energética para o país e que está em sintonia com as demandas futuras por fontes renováveis, principalmente por conta das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris.
Segundo especialistas, somente o biogás responderia, sozinho, por 1% da matriz, superando fontes não renováveis como urânio e querosene. Já o biometano geraria energia suficiente para atender 5% da demanda nacional de gás natural, representando no estado de São Paulo cerca de 15% do que atualmente é atendido pela rede canalizada.
Mas para que o Brasil avance na produção e uso do biogás e do biometano no setor, políticas públicas são essenciais.
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O governo autorizou a importação de energia elétrica da Argentina e do Uruguai, “de forma excepcional e temporária” até 31 de dezembro de 2018, segundo portaria do Ministério de Minas e Energia publicada no Diário Oficial da União. Segundo a portaria, a importação será realizada por meio de ofertas semanais de energia elétrica ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), tendo como destino o mercado de curto prazo do Sistema Interligado Nacional (SIN).
 A decisão do governou veio após o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico afirmar que as chuvas nos reservatórios do país em setembro ficaram abaixo da média, e que para os próximos dois meses a previsão indica baixo nível de água armazenada nas hidrelétricas, o que pode afetar a geração de energia.