DIRETO DA REDAÇÃO – Statoil em energia solar, risco zero de apagão no Brasil, etanol de soja e a importância da biomassa de cana na produção de energia

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Confira os destaques do Direto da Redação da Revista Full Energy desta semana:

 

 A norueguesa Statoil investirá em energia solar no Brasil

A Statoil, uma gigante norueguesa do setor de petróleo, vai investir em energia solar no Brasil. Em conjunto com a Scatec Solar, as duas empresas entraram em acordo para estabelecer uma Joint Venture para construção e operação de plantas solares de grande escala no Brasil. Com o primeiro passo deste acordo, a Statoil assegura uma posição patrimonial de 40% no atual projeto Apodi de 162 MW da Scatec Solar.

 

A nova empresa será responsável pela construção, operação e manutenção, assim como pela gestão de ativos da planta. O investimento total do projeto está estimado em R$677 milhões. Como parte da transação, a Statoil irá injetar em fundos de ações para a realização do projeto. A construção da planta solar deverá começar em breve com previsão para conectar a planta à rede até o final de 2018.

 

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Brasil tem risco zero de déficit de energia, segundo comitê do setor elétrico

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) relatou nesta semana que em setembro entraram em operação comercial 731,9 MW de capacidade instalada de geração e 166 km de linhas de transmissão. No total, a expansão do sistema no ano de 2017, até o mês de setembro, totalizou 4.721,5 MW de capacidade instalada de geração e 1.743,9 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas.

 

O CMSE também destacou que as condições de abastecimento e o atendimento do mercado de energia no país estão assegurados, embora a previsão de chuva esteja abaixo da média em grande parte do Brasil, com exceção de algumas localidades das regiões Sul e Norte. Segundo o comitê, o risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,0% para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste considerando a configuração do sistema em outubro de 2017.

 

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Biomassa de cana já poupou quase 11% da água em reservatórios hidrelétricos

No período em que a bandeira tarifária passa para vermelha, no seu mais caro patamar, a geração de energia pela biomassa sucroenergética continua contribuindo fortemente para que não haja um cenário ainda mais oneroso e preocupante para o consumidor. Cálculos da União da Indústria de Cana-de-Açúcar indicam que o volume de energia elétrica obtido da palha e do bagaço de cana foi equivalente a economizar quase 11% das águas nos reservatórios das hidrelétricas do submercado Sudeste/Centro-Oeste, o principal do País, responsável por 60% do consumo de eletricidade.

 

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que de janeiro a agosto deste ano, a biomassa canavieira gerou para o Sistema Interligado Nacional (SNI) um total de 15.517 GWh, valor 7% superior ao mesmo período de 2016.

 

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Brasil lança etanol de soja

Você já sabe que o Brasil é referência mundial na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. Mas sabia que pesquisadores brasileiros estão trabalhando em uma tecnologia para transformar a maior commodity agrícola produzida no país, a soja, em etanol?

 

A iniciativa é da Caramuru, uma tradicional empresa brasileira na produção de biodiesel e processamento do grão. O projeto de produção de etanol hidratado a partir da soja, que é inovador na indústria mundial, prevê investimentos de R$ 115 milhões. Os recursos serão destinados ao processamento de etanol e lecitina de melaço de soja em um complexo industrial em Sorriso, no Mato Grosso. A unidade terá capacidade anual de 6,8 milhões de litros de etanol hidratado e três mil toneladas de lecitina, que é um produto destinado a vários segmentos, como chocolates, margarinas, sorvetes e massas.