Direto da redação – um panorama da geração eólica no Brasil

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Confira os notícias do Direto da Redação da Revista Full Energy desta semana:

De acordo com o boletim de outubro divulgado pela Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), a relevância da energia eólica no país se mantém sólida.  Segundo a Associação, o país atingiu 12,3 GW de capacidade acumulada eólica e mais de 490 parques que produzem energia a partir dos ventos.

De janeiro a julho de 2017, a fonte gerou 19,9 TWh – patamar 24% superior em relação ao mesmo período de 2016. O montante representa, em média, 6% de toda geração injetada no sistema. Com o crescimento da energia eólica no país, 20 milhões de toneladas de emissões de CO2 foram evitadas nos últimos 12 meses.

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E o futuro é auspicioso para a fonte eólica no Brasil. Considerando os contratos já assinados, o país terá mais 230 novos parques eólicos até 2020, num total de mais 5 GW que estão em construção ou contratados. De acordo com a Abeeólica, o potencial eólico do Brasil é superior a 500 GW.

Atualmente, esta fonte é a terceira mais importante na matriz energética brasileira, responsável pela geração de 8% de toda geração do país. Participação inferior apenas à fonte hidrelétrica, que ocupa 61,1% da matriz, e a biomassa, responsável por 9,2%.

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Em 2016, o Brasil ultrapassou a Itália no Ranking Mundial de capacidade instalada e agora ocupa a 9ª posição. Além disso, no ranking de nova capacidade instalada, o Brasil ficou em 5º lugar, com 2 GW de nova capacidade.

O estado brasileiro que mais gera energia eólica é o Rio Grande do Norte, que segundo a Abeeólica, possui 131 parques atualmente, que geram 3.585 MW. Bem à frente do segundo colocado que é a Bahia, com 88 parques eólicos e uma geração de 2.291 MW. Na sequência deste ranking vêm os estados do Ceará, do Rio Grande do Sul e do Piauí.