Contratos negociados na BBCE registram queda na primeira semana do mês, impulsionados por condições hidrológicas favoráveis e perspectivas climáticas.
Os preços de energia negociados no pregão do EHUB, plataforma de negócios da BBCE, voltaram a cair entre os dias 1º e 5 de junho. As maiores retrações ocorreram nos contratos com entrega prevista para 2026, segundo dados divulgados pela companhia.
De acordo com a BBCE, o contrato para entrega em agosto foi negociado a R$ 218,92 por MWh, registrando queda de 10,53%. Em seguida, apareceram os produtos de julho, com recuo de 9,85%, e do terceiro trimestre de 2026, com baixa de 8,92%.
Preços de energia refletem cenário hidrológico
O movimento de queda está relacionado às condições hidrológicas observadas atualmente e às projeções climáticas para os próximos meses.
Conforme explicou Eduardo Rossetti, diretor de Produtos, Comunicação, Marketing e Relações Institucionais da BBCE, a combinação entre níveis favoráveis de energia natural afluente e expectativas climáticas influenciou diretamente o comportamento dos contratos.
“Com uma energia natural afluente de 27 GW médios, equivalente a 86% da média de longo prazo no submercado Sudeste/Centro-Oeste, e uma expectativa de El Niño, os produtos de julho e agosto deste ano apresentaram queda significativa, próxima de 10%”, afirmou o executivo.
Mercado de energia registra maior volume em produtos de spread
Além dos contratos de preço fixo, os produtos de spread concentraram os maiores volumes de energia negociados durante a semana.
Ao mesmo tempo, os agentes realizaram um número elevado de operações de balanço nos primeiros dias de junho. Essas negociações ajudam a ajustar posições de sobra ou déficit contratual referentes ao mês anterior.
De acordo com Rossetti, o volume negociado nessa modalidade superou em oito vezes o ativo de preço fixo mais negociado da semana, que foi o contrato referente ao ano de 2027.
Preços de energia seguem no radar do mercado
O comportamento dos preços de energia continua sendo acompanhado por comercializadoras, consumidores e agentes do setor elétrico. Afinal, fatores como hidrologia, clima e equilíbrio contratual influenciam diretamente a formação dos preços no mercado livre.
Nesse contexto, a evolução das condições climáticas ao longo dos próximos meses deverá permanecer entre os principais elementos observados pelos participantes do mercado.
















