Estudo mostra queda no custo dos sistemas fotovoltaicos e aponta estados com os menores preços para instalação residencial.
O custo para instalar sistemas fotovoltaicos continua em trajetória de queda no Brasil. Segundo levantamento da Solfácil, o preço médio da energia solar recuou 7% na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior.
Conforme o estudo, o valor médio dos sistemas chegou a R$ 2,45 por watt-pico (Wp), unidade utilizada para medir a potência dos painéis solares. Dessa forma, o cenário mantém a tecnologia competitiva para consumidores residenciais que buscam reduzir gastos com eletricidade.
Energia solar mais barata impulsiona mercado
A redução dos preços está relacionada ao cenário internacional de ampla oferta de matérias-primas e equipamentos para o setor fotovoltaico. Além disso, alguns estados registraram custos inferiores à média nacional, ampliando a atratividade dos investimentos em geração própria de energia.
Para Fabio Carrara, CEO e fundador da Solfácil, o momento é favorável para quem pretende investir na tecnologia.
“O consumidor brasileiro está diante de uma janela muito favorável para investir em energia solar. Hoje temos um cenário global de excesso de oferta de matéria-prima e equipamentos, especialmente na China, o que pressionou os preços para baixo”, afirmou o executivo.
Contudo, Carrara avalia que essa dinâmica não deve permanecer indefinidamente. Segundo ele, o setor tende a passar por um processo de estabilização dos preços nos próximos anos.
Estados lideram ranking de energia solar mais barata
O levantamento também identificou os estados com os menores custos médios para instalação residencial de sistemas solares no país.
Em primeiro lugar aparece o Acre, com custo médio de R$ 2,08/Wp. Em seguida estão Rondônia, com R$ 2,17/Wp, e Amazonas, com R$ 2,18/Wp. Posteriormente, completam a lista Paraíba (R$ 2,25/Wp), Alagoas (R$ 2,26/Wp), Mato Grosso (R$ 2,29/Wp), Roraima (R$ 2,29/Wp), Mato Grosso do Sul (R$ 2,33/Wp), Paraná (R$ 2,35/Wp) e Amapá (R$ 2,36/Wp).
Queda dos preços amplia acesso à geração solar
Atualmente, a redução dos custos contribui para ampliar o acesso à geração distribuída em diferentes regiões do país.
Além do potencial de economia na conta de energia, consumidores e empresas buscam maior previsibilidade de gastos e independência em relação às oscilações tarifárias.
Nesse sentido, a continuidade da expansão da energia solar reforça o papel da fonte na diversificação da matriz elétrica brasileira e no avanço das soluções de geração renovável.
















