Governo busca ampliar fontes de recursos para projetos de infraestrutura e transição energética.
O governo federal deu início ao processo para a primeira emissão de Panda Bond, título soberano em yuan no mercado chinês. Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca diversificar as fontes de financiamento e ampliar os recursos destinados à transição energética e à infraestrutura sustentável.
Durante missão oficial à China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, entregou aos reguladores chineses a Carta de Apresentação da República. Conforme o governo, o documento marca o início dos trâmites para a futura emissão dos títulos.
A operação ainda depende da aprovação regulatória e das condições do mercado. No entanto, caso seja concluída, o Brasil passará a integrar o grupo de países emergentes que acessam diretamente o mercado doméstico de dívida da China.
“Não há países melhores do que o Brasil e a China para mostrar que podem coliderar a economia mundial trabalhando juntos”, afirmou Dario Durigan durante agenda oficial em Pequim.
Panda Bond e transição energética
Segundo o Ministério da Fazenda, a emissão poderá alcançar até 5 bilhões de yuans, valor equivalente a cerca de US$ 735 milhões. O Brasil pretende direcionar parte dos recursos para iniciativas relacionadas à transição energética.
Governos, empresas e instituições estrangeiras emitem os Panda Bonds em yuan no sistema financeiro chinês. Para o Tesouro Nacional, esse instrumento amplia a base de investidores internacionais e reduz a dependência de mercados tradicionais.
Além disso, o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 já prevê emissões em moedas diferentes do dólar. De acordo com o governo, a primeira operação ocorreu em abril, quando o país captou 5 bilhões de euros no mercado europeu.
Cooperação entre Brasil e China
A iniciativa também reforça a cooperação entre Brasil e China em temas ligados à sustentabilidade. Conforme o Ministério da Fazenda, a missão oficial inclui apresentações sobre o programa Eco Invest Brasil, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o mercado de carbono e mecanismos para atrair investimentos em infraestrutura sustentável.
Segundo a pasta, essas ações buscam ampliar o fluxo de capital internacional para projetos voltados à descarbonização da economia e ao desenvolvimento de soluções para a transição energética.
















