Preços dos combustíveis recuam em junho com etanol em queda

Etanol registra a maior redução no mês, enquanto gasolina e diesel mantêm estabilidade com apoio de medidas do governo federal.

Os preços dos combustíveis registraram queda em junho no Brasil, impulsionados principalmente pelo recuo do etanol e por medidas adotadas pelo governo federal para conter os impactos da alta internacional do petróleo. Os dados são de levantamento da ValeCard.

O etanol apresentou a maior redução entre os combustíveis. O litro foi comercializado, em média, por R$ 4,451, valor 3,64% inferior ao registrado em maio. Segundo a pesquisa, o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul favoreceu esse movimento.

Preços dos combustíveis mantêm estabilidade

Enquanto isso, a gasolina registrou leve queda de 0,09%, com preço médio de R$ 6,851 por litro. Apesar da retração nacional, o combustível apresentou aumento em 15 estados.

De acordo com o governo federal, um programa de cashback equivalente a R$ 0,44 por litro contribuiu para conter a alta da gasolina durante junho. No entanto, o Ministério da Fazenda informou que o benefício começará a ser retirado gradualmente.

Já o diesel S-10 encerrou o mês com preço médio de R$ 7,298 por litro, redução de 0,07% em relação a maio.

Além do cashback de R$ 0,36 por litro, o combustível recebeu uma subvenção adicional de R$ 1,12 por litro. O governo encerrou o cashback em 1º de julho, enquanto a segunda subvenção permanece em vigor.

Etanol e mercado acompanham cenário internacional

Segundo analistas do setor, os incentivos ajudaram a reduzir os efeitos da valorização do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio.

Por outro lado, o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, previsto para análise pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), continua sem definição após o adiamento das reuniões do colegiado.

Enquanto isso, o mercado acompanha o comportamento dos preços em julho, período marcado pela retirada gradual dos incentivos federais e pela evolução das cotações internacionais do petróleo.

No segmento da aviação, a Petrobras reduziu em 14,5% o preço médio do querosene de aviação (QAV) no início de julho. Ainda assim, o combustível permanece cerca de 40,5% acima do valor registrado no fim de 2025, reflexo das altas acumuladas nos últimos meses.

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