Usina paulista estuda nova planta de etanol de milho, produção de biometano, captura de CO₂ e confinamento de gado
A Usina Pitangueiras planeja um pacote de investimentos de cerca de R$ 1 bilhão em novos projetos de bioenergia. O plano inclui etanol de milho, biometano, captura de CO₂ e confinamento de gado.
A estratégia ocorre após a usina encerrar a safra 2025/26 com o segundo maior lucro líquido de sua história, segundo a empresa. Além disso, busca ampliar sua capacidade industrial e diversificar fontes de receita.
Biometano e etanol de milho no plano da Pitangueiras
Entre os projetos em estudo, está a implantação de uma planta de etanol de milho. A unidade teria capacidade para processar aproximadamente 400 mil a 500 mil toneladas do cereal por ano.
A iniciativa permitiria combinar a produção tradicional de etanol de cana com o aproveitamento do milho. Portanto, a Pitangueiras passaria a operar com maior flexibilidade industrial.
Biometano integra nova rota de bioenergia
O projeto de biometano também ganhou espaço na estratégia de expansão da usina. A proposta prevê integração com captura de CO₂ e confinamento de gado.
Nesse modelo, os resíduos gerados pelos animais poderiam ampliar a produção de biogás. Além disso, o biogás ajudaria a melhorar a viabilidade econômica da futura unidade de biometano.
Safra 2025/26 sustenta novo ciclo
A Usina Pitangueiras moeu 2,818 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26. O resultado financeiro foi impulsionado pela estratégia comercial, com aproveitamento de preços do açúcar, energia e etanol no início do ciclo.
Além disso, a empresa avançou em fertirrigação, com cerca de 24 mil hectares recebendo vinhaça e outros nutrientes. Essa prática reduz a dependência de fertilizantes minerais e amplia a eficiência agrícola.
Para a safra 2026/27, a usina projeta processar entre 3,8 milhões e 3,9 milhões de toneladas de cana. O volume representa cerca de 1,1 milhão de toneladas acima do ciclo anterior.
Investimento ainda depende de viabilidade
Os projetos ainda estão em fase de estudos de viabilidade, mercado, logística e financiamento. Mesmo assim, o planejamento indica uma mudança de escala na agenda da Pitangueiras.
A possível aplicação de R$ 1 bilhão colocaria a usina em um ciclo de diversificação mais amplo. Além disso, aproximaria cana, milho, gás renovável e carbono em uma mesma estratégia industrial.
Para o setor sucroenergético, o movimento reforça a tendência de transformação das usinas em biorrefinarias. Nesse modelo, biomassa e resíduos passam a gerar combustíveis, energia, coprodutos e soluções de descarbonização.
















