Tecnologia desenvolvida na Alemanha alcança 27,3% de eficiência e supera um dos principais desafios para ampliar o uso da perovskita.
Pesquisadores do Helmholtz-Zentrum Berlin (HZB) desenvolveram uma célula solar de perovskita que atingiu 27,3% de eficiência na conversão da luz em eletricidade. Segundo o centro de pesquisa, o resultado representa um recorde para esse tipo de tecnologia.
Além do ganho de desempenho, o estudo superou um dos principais desafios da perovskita: a durabilidade. Conforme os pesquisadores, a célula manteve praticamente a mesma eficiência após 770 horas de funcionamento contínuo.
Célula solar de perovskita avança rumo ao mercado
A perovskita é um material considerado promissor para a próxima geração de painéis solares. Entretanto, sua aplicação comercial ainda enfrenta desafios relacionados à estabilidade ao longo do tempo.
Segundo o HZB, o novo projeto reduz esse problema por meio de uma camada protetora que diminui a degradação do material e melhora o desempenho do equipamento. Assim, a tecnologia se aproxima das condições necessárias para aplicações em escala comercial.
Maior eficiência pode reduzir custos da energia solar
Outro diferencial é que a nova célula foi produzida apenas com camadas de perovskita, sem utilizar silício. De acordo com os pesquisadores, essa característica pode simplificar a fabricação dos painéis, reduzir custos e permitir módulos mais leves e flexíveis.
Além disso, a tecnologia amplia as possibilidades de instalação em superfícies que não suportam equipamentos convencionais.
Próximos passos da tecnologia solar
Embora os resultados sejam considerados promissores, a inovação permanece em fase de laboratório.
Segundo Steve Albrecht, responsável pelas pesquisas com células solares de perovskita no HZB, novos aperfeiçoamentos poderão elevar a eficiência da tecnologia para mais de 30%.
O próximo passo será ampliar a produção para módulos maiores e avaliar o desempenho em condições próximas às aplicações comerciais.
















