Tecnologias baseadas em inteligência artificial permitem monitorar o consumo em tempo real, reduzir desperdícios e apoiar decisões operacionais.
A inteligência artificial (IA) vem ampliando as possibilidades de gestão energética em edifícios e ambientes industriais. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), tecnologias inteligentes podem reduzir entre 3% e 10% os gastos com energia em indústrias de alto consumo.
Além disso, a IEA estima que essas soluções podem economizar até 300 TWh em sistemas de climatização de edifícios, ao identificar desperdícios e otimizar o uso da energia.
Gestão energética com IA melhora o monitoramento
De acordo com a TIVIT, empresa do Grupo Almaviva, a combinação entre inteligência artificial, aprendizado de máquina e monitoramento em tempo real amplia a visibilidade sobre o consumo energético.
Nesse modelo, os sistemas analisam informações como consumo, temperatura, ocupação dos ambientes e operação dos equipamentos. Com isso, conseguem identificar padrões, antecipar falhas e indicar oportunidades de economia.
Segundo a empresa, esse tipo de análise contribui para reduzir desperdícios, melhorar o planejamento da manutenção e apoiar decisões operacionais baseadas em dados.
“A inteligência artificial permite sair de uma gestão por estimativa para uma gestão baseada em dados, antecipando desvios e reduzindo desperdícios”, afirma Daniel Calero, diretor de Digital, Dados e Inteligência Artificial da TIVIT.
Inteligência artificial amplia a eficiência energética
Segundo a TIVIT, a aplicação da IA depende da integração entre sistemas de medição, sensores e plataformas responsáveis pelo processamento das informações.
Além disso, a qualidade dos dados influencia diretamente a precisão das análises e das recomendações geradas pela tecnologia.
Assim, organizações que possuem infraestrutura de medição e gestão de dados estruturada tendem a obter melhores resultados com esse modelo.
Uso de IA deve crescer no setor de energia
A Agência Internacional de Energia estima que aplicações consolidadas de inteligência artificial poderão economizar mais de 13 exajoules de energia até 2035. Esse volume corresponde a cerca de 3% do consumo final global, desde que as barreiras para adoção da tecnologia sejam superadas.
Nesse cenário, a IA tende a assumir um papel cada vez mais relevante na gestão energética. Além de apoiar a eficiência operacional, a tecnologia fortalece estratégias voltadas à sustentabilidade e à tomada de decisões baseada em dados.
















