Etanol amplia vantagem econômica frente à gasolina

Biocombustível registra maior competitividade desde 2018 e reforça papel na matriz energética brasileira, segundo dados da ANP.

O etanol hidratado ampliou sua vantagem frente à gasolina e atingiu o melhor desempenho desde 2018. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o cenário reforça a competitividade do biocombustível no país.

Na última semana, o preço médio do etanol em São Paulo foi de R$ 3,70 por litro. Já a gasolina registrou média de R$ 6,39 por litro, informou a ANP.

Vantagem do etanol frente à gasolina gera economia

Considerando o rendimento médio do etanol, equivalente a 73% do da gasolina, o biocombustível proporciona economia de R$ 1,32 por litro utilizado, segundo cálculos baseados nos dados da ANP.

Assim, um motorista que abastece um tanque de 60 litros pode economizar cerca de R$ 79 por abastecimento. Conforme a agência, essa é a segunda maior vantagem registrada desde o início da série histórica, em 2013.

Além disso, a competitividade do etanol foi observada em todos os municípios pesquisados de São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, informou a ANP.

Biocombustíveis fortalecem a matriz energética

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), o desempenho do etanol reduz a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Segundo a entidade, o país conta com capacidade produtiva para ampliar o uso do biocombustível e diminuir a dependência das importações de gasolina.

Além disso, a Lei do Combustível do Futuro elevou, em 1º de agosto, a mistura obrigatória de etanol anidro para 32% na gasolina.

Segundo estimativas citadas pela UNICA, a adoção do E32 poderá reduzir entre 800 milhões e 1 bilhão de litros anuais de gasolina importada.

“A maior participação do etanol na matriz energética representa uma alternativa eficiente para substituir combustível fóssil, importado e mais caro pelo biocombustível produzido domesticamente”, afirmou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial e Regulação da UNICA.

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