Absolar e Ciesp assinam acordo de cooperação

85

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) assinou um acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), no dia 28 de abril, na sede da entidade, para fomentar projetos de energia solar fotovoltaica no estado paulista.

Participaram da assinatura Fausto Cestari, 2º vice-presidente do Ciesp;  Julio Diaz, diretor de infraestrutura do Ciesp;  Pedro Andrea Krepel, 1º diretor adjunto de infraestrutura do Ciesp, Rodrigo  Sauaia, diretor executivo da ABSOLAR, e Nelson Colaferro Junior, presidente do conselho da ABSOLAR.

Segundo Rodrigo, a iniciativa é a formalização de um trabalho que já vem sendo feito desde o ano passado com atuação coordenada em workshops, reuniões, conferências e feiras. “Foram 10 ações realizadas em conjunto para trazer informação de qualidade sobre o setor e o mercado de energia solar fotovoltaica e apresentar novas oportunidades de negócios e redução de custos às indústrias do estado de São Paulo”, disse.

Sérgio Ojima, gerente do departamento de infraestrutura do Ciesp, falou sobre a parceria. “Batalhamos quase um ano para que essa assinatura ocorresse. Já trabalhamos com isso levando informação, conhecimento e desbravando o mercado, além de ajudar os associados a mostrar que existe uma oportunidade, principalmente no setor produtivo.” Para Fausto é uma chance de buscar uma alternativa na matriz energética, com benefício de redução de custo, abrindo oportunidade na cadeia produtiva.

Avanço no setor
Durante o encontro, Sauaia apresentou um panorama do setor de energia solar fotovoltaica e falou sobre as expectativas positivas. “A participação dessa fonte de energia no sistema elétrico brasileiro ainda é muito pequena, sendo só 0,02% do total. Nossa perspectiva é que, em 2030, toda demanda elétrica atendida pela a fotovoltaica seja de 8%”, disse.

Segundo o executivo, esta fonte traz benefícios nas esferas socioeconômica, ambiental e estratégica. “É uma fonte que gera empregos, é limpa, renovável e sustentável e torna-se uma opção de uso, diversificando a matriz energética”.

Ele explicou também que em meados de 2012 o mercado brasileiro começou a explorar este tipo de fonte, com apenas três sistemas de geração de energia. Em 2013, aumentou para 75. O maior nível foi de 2014 para 2015, onde houve um crescimento na produção de 308%. “Até 2050, as áreas que mais vão investir são clientes residenciais, comércio, indústria e poder público.

Sauaia também falou sobre as metas da associação para o setor. O foco é fazer um programa nacional de um milhão de telhados fotovoltaicos até 2025 e inserir o sistema no programa Minha Casa Minha Vida que, na visão da ABSOLAR, trará benefícios econômicos e sócias para a população de baixa renda.

O Governo Federal já estabeleceu dois leilões que estão previstos para ser realizados nos meses de julho e outubro deste ano. “Isso é um sinal de que haverá nova contratação de projetos fotovoltaicos para 2018  e 2019.”

Entraves
Apesar de apresentar grandes oportunidades, Sauaia enxerga alguns entraves. O primeiro deles é a questão tributária. Para conseguir avançar, ganhando competitividade e se tornando atrativa é necessário reduzir impostos. Outro ponto crítico é o financiamento. Nós temos atuado junto a bancos públicos e privados para encontrar alternativas e soluções para melhorar isso”, afirmou.