Alternativas de financiamento para empreendimentos são discutidos no 8º Fórum Nacional Eólico e SolarInvest 2016

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O 8º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos e o SolarInvest 2016 foi palco de debates sobre os desafios do setor energético brasileiro. No período da manhã, empresários da cadeia produtiva setorial e executivos de grandes instituições financeiras do país se reuniram para discutir as alternativas de financiamento de projetos e empreendimentos na área de eólica e solar.

A sessão foi mediada pelo Diretor Financeiro do Cerne, Sérgio Leite.  O gerente regional do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Thiago Dantas, apresentou o programa de financiamento à sustentabilidade ambiental da instituição.

Banco do Brasil e Caixa apresentaram linhas de financiamento  voltadas para  empresas de pequeno e médio porte. O gerente de atendimento da Caixa, Glenn Cunha ressaltou que os equipamentos de energia solar fotovoltaica e aerogeradores constam como itens financiáveis no Construcard. “É possível que o cliente obtenha um financiamento em até 240 meses”, afirmou.  Já o gerente do Banco do Brasil, Fabio Breves, ressaltou que os empréstimos a pequenas e médias empresas  podem ser viabilizados pelo BB por meio de acordos setoriais com companhias ‘âncoras’, que repassam pagamentos de fornecedores ao próprio banco. “É uma linha de financiamento que nos ajuda a ter maior controle sobre a inadimplência e detectar setores e regiões mais promissores”, explica Breves

Os investimentos internacionais também tiveram espaço para debate durante a sessão executiva. A coordenadora de Investimentos Estrangeiros Diretos da APEX Brasil, Juliana Vasconcelos, afirmou que somente no ano passado foram captados R$ 15 milhões de dólares em investimentos estrangeiros para o mercado brasileiro.

De acordo com a representante da Apex, um novo acordo desenvolvido com o Cerne pretende atrair mais investidores estrangeiros. “Estamos planejando um mapeamento de projetos em energias renováveis com potencial atratividade de investimentos no Brasil. A ideia é fazermos a ponte com os investidores estrangeiros”, afirmou.

O diretor financeiro do Cerne, Sérgio Leite, ressaltou que este trabalho será realizado através de um cadastro de projetos. “O cadastro permitirá a construção de um banco de dados onde empresas estrangeiras podem analisar potenciais empreendimentos para investir no país”.

Ao final das apresentações, o público teve a oportunidade de tirar dúvidas sobre as linhas de financiamentos e programas de crédito oferecidos pelas instituições financeiras.