Banco Mundial eleva projeção para preço do petróleo

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O Banco Mundial elevou sua previsão para o preço do barril de petróleo este ano. A entidade estima agora que o barril de óleo cru chegue ao final do ano cotado a US$ 41 – a previsão anterior era de US$ 37. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o Bird afirma que “o excesso da oferta deverá diminuir”.

Se confirmada a previsão, ainda assim o barril de petróleo terá menos da metade do valor de 2014, quando encerrou o ano a US$ 96,2. Em 2013, esse valor era ainda maior, de US$ 104,1. E, segundo a previsão do Banco Mundial, o petróleo não deve voltar a esses níveis tão cedo: a estimativa é de recuperação gradual nos próximos anos, mas chegando a até apenas US$ 82,6 em 2025.

“Prevemos preços levemente mais altos dos produtos energéticos básicos no decorrer do ano à medida que os mercados se reequilibrarem após um período de excesso da oferta,” afirmou, no estudo, o economista sênior John Baffes. “Mesmo assim, os preços da energia poderão cair ainda mais se a OPEP aumentar a produção de forma significativa e a produção não OPEP não diminuir da maneira rápida conforme se prevê.”

O mercado de petróleo bruto recuperou-se de um nível baixo de US$ 25 por barril em meados de janeiro para US$ 40 por barril em abril após interrupções de produção no Iraque e na Nigéria e um declínio da produção de países não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), principalmente no tocante ao xisto dos EUA.

Baixo crescimento em emergentes

Por conta das perspectivas de baixo crescimento nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, e de suprimentos elevados, o Banco Mundial prevê queda em todos os principais índices de preços de commodities este ano, na compração com 2015.

O preço da energia, inclusive o do petróleo e do carvão, deverá diminuir 19,3% em 2016 em comparação com o ano anterior, uma queda mais gradual do que os 24,7% previstos em janeiro.

Já os produtos básicos não energéticos – como metais e minerais, agricultura e fertilizantes – deverão diminuir para 5,1% neste ano – em janeiro, a queda prevista era de 3,7%.

Para os metais, o Bird prevê uma queda de 8,2%, abaixo do recuo de 10,2% esperado em janeiro, “refletindo expectativas de aumento da demanda por parte da China”.

Já os preços dos produtos agrícolas deverão cair mais que o previsto em janeiro, devido a mais um nao de colheitas favoráveis para a maioria dos cereais e produtos básicos de sementes oleaginosas.

“O preço baixo dos produtos básicos está prejudicando as perspectivas de crescimento de muitos países ricos em recursos que tiveram um surto de exploração, investimento e produção durante a expansão de produtos básicos na década de 2000”, diz o Banco Mundial, que aponta ainda que projetos de desenvolvimento de recursos naturais já foram postos de lado ou adiados em vários países emergentes e em desenvolvimento.

“Esse adiamento de projetos pode prejudicar os países que não podem dar-se ao luxo de tais reveses,” afirma, em nota, Ayhan Kose, Diretor do Grupo de Perspectivas do Desenvolvimento do Banco Mundial.