Barril de petróleo na casa de US$ 50 dá fôlego ao etanol

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Os preços do petróleo subiram acima de US$ 50 por barril na última quinta-feira (26) pela primeira vez em quase sete meses, com sinais de abrandamento do excesso de oferta global que tem afetado o mercado há quase dois anos. O petróleo Brent subiu 0,42 dólar, ou 0,84%, a 50,16 dólares por barril, perto das 10 horas, horário de Brasília.

As cotações do petróleo se recuperaram nas últimas semanas depois de uma série de interrupções na produção, principalmente devido a incêndios florestais no Canadá e instabilidade na Nigéria e Líbia. A redução dos estoques nos Estados Unidos também impulsionou o avanço.

Na quarta-feira (25), o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) informou que os estoques de petróleo bruto caíram 4,226 milhões de barris na semana encerrada em 20 de maio, para 537,068 milhões de barris. A queda superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam queda de 1,31 milhão de barris. Os estoques de petróleo bruto dos EUA são vistos pelos operadores como o principal indicador de oferta e demanda mundial da commodity.

Mas na sexta-feira (27) os preços do petróleo se afastaram da barreira psicológica de US$ 50 o barril, com o fortalecimento do dólar e a realização de lucros do rali dos últimos dias. O WTI para entrega em julho fechou com queda de queda de 0,3%, cotado a US$ 49,33 o barril na New York Mercantile Exchange, enquanto o Brent para o mesmo mês caiu 0,5%.

A expectativa do mercado é qual será a linha de preço que o petróleo tomará. A maioria das apostas é que deve subir, pois continuam a melhorar desde o início do ano e o rompimento dos 50 dólares é um marco importante. Acima de 50 dólares o barril, o petróleo supera uma barreira psicológica que pode levar produtores, especialmente das empresas de xisto nos EUA, a reviver operações desativadas nos últimos anos. Além de dar mais fôlego ao etanol de cana-de-açúcar.