Bases sólidas para as energias renováveis

O crescimento da instalação no Brasil de parques eólicos e solares impulsiona e abre novas oportunidades para empresas especializadas, como a Dois A Engenharia

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Alex Fernandes, contato@alexfernandes.com.br, fotografia.alexfernandes@gmail.com, 84 99991-8762, 98885-0997

A geração de energia a partir do vento tem crescido em larga escala no mundo e no Brasil não é diferente. No “Dia Mundial do Vento”, comemorado em 15 de junho, a capacidade instalada de energia eólica no país atingiu a marca de 13 GW, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Esse número representa um crescimento de 26,2% em relação à geração do ano anterior, sendo suficiente para abastecer cerca de 22 milhões de residências.

Durante o ano de 2017, em média, 7,4% da geração enviada para o Sistema Interligado Nacional veio da energia produzida pelo vento. No período conhecido como “A Safra dos Ventos”, nos meses de agosto e setembro, o setor eólico chegou a produzir 10% de toda a energia consumida no país, segundo a ABEEólica.

O advento das fontes de energia limpa é uma aposta de mercado para diversos setores, como o de construção civil. Empresas que investiram no segmento no passado hoje colhem resultados positivos. É o caso da Dois A Engenharia, que apostou no setor da Energia Eólica treze anos atrás, depois do surgimento do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (PROINFA), criado por lei com o objetivo de aumentar a participação de fontes renováveis na produção de energia elétrica no país.

“Começamos nossa atuação com a construção do parque eólico de Rio do Fogo, um dos primeiros parques eólicos do Brasil, que fica a cerca de 100 quilômetros de Natal (RN)”, explica Felipe Vieira de Castro, engenheiro mecânico e diretor Comercial da Dois A.

A companhia cresceu no setor energético na mesma proporção em que o Rio Grande do Norte – estado em que fica a sede da empresa – se consolidou como o maior produtor eólico do país. A região Nordeste é responsável pela produção de cerca de 80% da geração eólica brasileira. Inclusive, a concentração de empreendimentos do setor na região tem alavancado as operações da construtora, muito embora a empresa tenha atuação no setor de Energia em âmbito nacional.

“Ao longo desses últimos anos, a Dois A atingiu a marca de mais de mil fundações de aerogeradores construídas, o que significa uma potência instalada de mais de 2 GW”, afirma Castro. Segundo a ABEEólica, atualmente existem cerca de 520 parques eólicos no país, totalizando 6.600 aerogeradores em operação.

Adequação

A chegada do PROINFA resultou em um “novo mundo” para a Dois A Engenharia, conforme explica Castro. Segundo o engenheiro, o processo de construção dos primeiros parques eólicos seguiu o modelo de implantação europeu, com especificações, orientações técnicas e fiscalização por especialistas do Velho Continente. “O know-how adquirido nas primeiras obras foi tropicalizado para o mercado brasileiro e aprimorado ao longo dos últimos 13 anos, resultando em procedimentos e métodos construtivos de vanguarda que nos possibilitaram alcançar e superar a marca de 2 GW. O mesmo processo vem acontecendo nas implantações de EPC elétrico, que já realizamos atualmente para parque eólicos e solares”, completa.

O engenheiro ressalta a importância do contato com especialistas nacionais e internacionais no segmento de energias renováveis.

“Trabalhamos com os melhores projetistas e consultores nacionais e internacionais, parcerias construídas ao longo de anos de trabalho e projetos bem sucedidos”, completa Castro.

Atualmente, a Dois A Engenharia trabalha na construção de 149 torres eólicas de concreto de 120 metros de altura, fruto de uma parceria com a maior empresa de aerogeradores do Brasil. A construtora detém também direito de uso com exclusividade no Brasil da patente da torre de concreto eólica ATS (Advanced Tower System), que segue o conceito de número reduzido de moldes para fabricação das peças de concreto armado, facilmente transportáveis.

Apesar dos bons resultados obtidos e de previsões otimistas de negócios futuros, Castro ressalta os desafios encontrados pela construtora, especializada no ramo da construção civil, em desenvolver projetos voltados para geração de energia limpa. “Construímos dentro da empresa um departamento de Energias Renováveis com profissionais extremamente capacitados e experientes e procedimentos construtivos modernos e produtivos”, completa.

Energia solar

Além do setor eólico, outro segmento em que a Dois A tem atuação – e crescente – é o de energia solar. “Num país em que existe um potencial eólico e solar tão grande, entendemos que a Dois A está no rumo certo, entregando para seus clientes o que realmente faz de melhor”, afirma Castro.

O engenheiro explica que a empresa já tem apostado alto no setor da geração solar, já que o segmento é a “grande surpresa da década no Brasil”. “O custo de geração de energia solar vem reduzindo anualmente e os empreendedores têm conseguido ser mais competitivos e ofertar menores preços de energia no mercado”, afirma.

Castro ressalta as diferenças, do ponto de vista de uma construtora, na implantação entre projetos eólicos e solares. “As obras de energia eólica podem ter um escopo civil com grande representatividade no custo total do empreendimento, já obras de energia solar têm sua viabilidade majoritariamente relacionada aos custos de aquisição dos equipamentos elétricos”, diz Castro. Atualmente, a empresa tem participado da construção de parques solares e subestações de energia, com obras na região Nordeste.

As energias solar e eólica, entre outras fontes renováveis, têm garantido a segurança do Sistema Integrado Nacional, desempenhando ainda um importante papel social no desenvolvimento dos municípios em que são instaladas, trazendo emprego e renda. “A energia verde garante que a riqueza chegue a centenas de municípios”, completa.

 

Matéria publicada na 31ª edição da revista Full Energy.