Biomassa deverá participar com apenas 7% da expansão da capacidade instalada do país em 2016

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Considerando dados divulgados em abril de 2016, a fonte biomassa já representa quase 10% da potência outorgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na matriz elétrica do Brasil. Quando se estratifica a fonte fóssil, a bioeletricidade assume a segunda posição na matriz elétrica brasileira, pois a mais importante contribuição da fonte fóssil é o gás natural, que detém 13.147.038 kW, inferior à capacidade instalada pela fonte biomassa.

De acordo com a Aneel (Agência nacional de Energia Elétrica), com informações organizadas pela Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), a principal fonte energética do país é a hídrica, com 94,7 kW de potência outorgada (64,63%). A fóssil vem em seguida, com 27,29 kW (18,62%). A potência outorgada da biomassa é de 13,99 kW (9,54%). Mesmo tendo crescido muito nos últimos anos, a fonte eólica ainda está bem atrás da biomassa, como quarta maior fonte energética do país: 8,56 kW (5,84%). A energia nuclear corresponde a 1,36% da potência outorgada e a solar, a 0,02%.

Com referência somente à bioeletricidade da cana, o setor sucroenergético detém hoje 7,5% da potência outorgada no Brasil e quase 79% da fonte biomassa, sendo a terceira fonte de geração mais importante da matriz elétrica brasileira em termos de capacidade instalada, atrás somente da fonte hídrica e das termelétricas com gás natural.

Em termos de evolução anual de capacidade instalada, a fonte biomassa teve seu recorde no ano de 2010, com 1.750 MW (equivalente a 12,5% de uma Usina Itaipu). Segundo a Unica, aquele panorama foi resultado de decisões de investimentos anteriores a 2008, quando o cenário era estimulante à expansão do setor sucroenergético.

A fonte biomassa, que já chegou a representar 32% do crescimento da capacidade instalada no país, tem previsão de participar em 2016 com apenas 7% da expansão anual da capacidade instalada no Brasil, índice que poderá cair para apenas 4% em 2020.

Com grande potencial a ser explorado, a bioeletricidade tem condições de participar de forma crescente da matriz energética brasileira, diferente do que vem ocorrendo. Faltam políticas públicas que estimulem investimentos na área, mas a expectativa é que o governo Michel Temer tome as medidas que o setor necessita com urgência, mudando o ritmo de queda da participação da bioeletricidade na matriz energética brasileira.