sábado, Maio 25, 2019
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BNDES vai rever condições de financiamento de infraestrutura

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Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende rever suas premissas de financiamento, segundo a presidenta da instituição, Maria Silvia Bastos. A revisão pode acarretar redução da participação do BNDES, que chegou a até 80% em alguns negócios subsidiados pelo banco público. O BNDES é responsável por financiar setores estratégicos para economia brasileira, oferecendo melhores condições que os bancos privados.

“Rever, pode ser até ficar igual, mas vamos rever”, disse hoje (13) a presidenta da instituição em palestra na Fundação Getulio Vargas, no Rio. “O ambiente é extremamente propício, todo mundo quer fazer isso, provavelmente, alguma novidade deve vir”, completou Maria Silvia.

Caso haja alterações nas premissas de financiamento, um dos primeiros setores a serem impactados será o elétrico, que tem leilões para a transmissão e geração de energia marcados para setembro.

Por isso, as mudanças estão sendo discutidas com o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Uma reunião entre os órgãos será feita nos próximos dias para “revisitar o que está indo bem e o que precisa ser revisitado”, segundo Maria Silvia. A presidenta do BNDES defende medidas que aumentem a concorrência.

Participação privada

Diante da possibilidade de reduzir o percentual de financiamento do BNDES em investimentos de infraestrutura, a executiva quer induzir também o aumento da participação do setor privado nesses negócios. Segunda Maria Silvia, “tem muito dinheiro sobrando [no mercado]”.

“Olha, o papel do BNDES também é de coordenação em relação ao mercado de capitais. Existe uma crítica muito grande, que, em alguma medida, deve ser verdadeira, que o banco, ao ser tão presente e tão forte nos financiamentos, acaba deixando o setor privado de lado”, avaliou.

A presidenta do banco também comentou a possibilidade de venda de ações do BNDESpar, subsidiária responsável por gerir as participações do BNDES em empresas privadas e uma das principais fontes de recursos da instituição. Segundo ela, a proposta está sendo analisada, mas “nada será feito de qualquer maneira”.

“Estamos estudando a carteira para entender todos os ativos que temos. Se, em algum momento, entendermos que aquele investimento está na hora de ser desmobilizado, vamos fazer, até porque, o objetivo da carteira é sempre apoiar novos projetos.”