Califórnia aprova lei que exige setor elétrico sem combustíveis fósseis até 2045

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O governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou nesta segunda-feira uma lei que exige que o setor de energia elétrica do Estado norte-americano se livre completamente dos combustíveis fósseis até 2045.

O movimento vem dias antes de Brown sediar uma reunião de líderes locais e internacionais junto a empresários para destacar questões relacionadas às mudanças climáticas.

A lei, aprovada pelo legislativo estadual no mês passado, exige que as empresas de energia elétrica do Estado obtenham 60 por cento de sua energia a partir de fontes renováveis até o final de 2030, um aumento frente a uma meta anterior de 50 por cento.

A lei também estabelece que, até 2045, toda a eletricidade do Estado deve vir de fontes renováveis ou de outras fontes livres de carbono.

O projeto de lei aprovado no legislativo estadual recebeu um grande suporte de grupos ambientais e de saúde pública, enquanto as maiores concessionárias de energia do Estado se opuseram à medida.

No Brasil, a ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – divulgou uma nota classificando a aprovação da lei como “Um dia histórico para a Califórnia e o Mundo”. Confira a declaração do presidente da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia sobre o assunto.

A quinta maior economia do planeta, o Estado da Califórnia, sancionou a lei que estabelece que, até 2045, 100% da energia elétrica consumida pelos californianos deverá ser produzida a partir de fontes renováveis!

Com isso, a Califórnia comprova que a transição para uma sociedade verdadeiramente sustentável está em pleno curso e depende principalmente de atitude política e compromisso com a vontade da população, o respeito à saúde e ao meio ambiente, enfrentado, caso necessário, interesses espúrios que resistam ao progresso e ao interesse coletivo.

A ABSOLAR aplaude esta iniciativa memorável da Califórnia, exemplo para o mundo de compromisso com a sustentabilidade e com um futuro cada vez mais limpo, renovável, seguro e competitivo!

 

Fonte: Reuters