Cenário de curto prazo é discutido pelas usinas de bioeletricidade

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Aproximadamente 70 representantes do setor de bioeletricidade discutiram os cenários de curto prazo para oferta e demanda de energia elétrica na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), na quarta-feira (23/03), em São Paulo (SP). O evento, organizado pela entidade em parceria com a Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN) teve palestras de Juliana Chade, representante da Comerc Energia, e de Victor Kodja, da empresa Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE).

A abertura do encontro teve a presença de Antonio Celso de Abreu Junior, subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, que ressaltou a importância da energia obtida da biomassa para a matriz energética paulista. Dados da Secretaria de Energia e Mineração mostram que em janeiro de 2016, esta fonte representou 25% de toda a capacidade instalada de geração no Estado, o principal do país em termos de capacidade máxima de produção.

Durante o evento, Newton Duarte, presidente-executivo da COGEN, alertou que embora haja redução momentânea do consumo de energia elétrica, é preciso estar sempre preparado às respostas da economia. “Apesar da sobra de energia elétrica agora, a economia de repente pode surpreender e temos que ter cuidado para não ser um tsunami que atropele o planejamento setorial”, avaliou Duarte.

Zilmar de Souza, gerente em Bioeletricidade da UNICA, também compartilha da mesma opinião de que o atual cenário apresentado pelos especialistas, mostrando uma situação hidrológica mais confortável, pode ser alterado sensivelmente com variações bruscas do lado da demanda. “Agentes públicos e privados têm que aproveitar o momento e desenhar uma política setorial mais estruturada e estimulante para a bioeletricidade, algo que não há desde a tentativa inicial em 2008, com o Leilão de Reserva dedicado à bioeletricidade”, comentou o executivo.