Columbia cresce com logística para eólicas no Nordeste e pretende dobrar faturamento com o setor em três anos

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O Brasil tem a 10ª maior capacidade de geração de energia eólica do mundo, segundo o Conselho Global de Energia Eólica. E os estados do Nordeste responde por 85% da produção atual de energia a partir dos ventos no país, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Um dos desafios desta indústria, porém, é a logística, devido ao porte dos equipamentos, como pás eólicas e aerogeradores, e complexidade de armazenagem e transporte. Ao completar 74 anos de atividades, o Grupo Columbia tem apostado neste segmento para crescer, oferecendo serviços e estruturas integradas, que vão do porto aos parques eólicos.

Em entrevista na Intermodal South America, que acontece nesta semana em São Paulo, o diretor Comercial da Columbia Nordeste, Murillo Mello, informou que o setor eólico já representa 30% do faturamento desta unidade do Grupo. Segundo ele, das cinco principais empresas deste segmento, quatro já são seus clientes em operações logísticas.

A meta da Columbia Nordeste é dobrar sua receita com serviços ao setor eólico nos próximos três anos, o que elevaria em 35% o faturamento da unidade. Para isto, o Grupo conta com uma operadora portuária (CMLog), que atua na Bahia e Sergipe, e armazém alfandegado (Porto Seco) em Simões Filho, na região metropolitana da capital baiana (veja mais abaixo).

De acordo com Murillo Mello, a Columbia ajuda os clientes do setor eólico a enfrentar os principais gargalos logísticos da região: falta de espaço de armazenagem; competição de cargas no mesmo porto (como embarques de veículos em Salvador) e alto volume de caminhões (risco de avaria).

Os volumes de movimentação portuário para o setor eólico em 2016 são de 1600 pás e 1500 nacelles (geradores) na cabotagem e mais 1000 pás e 700 nacelles na importação.

“A principal vantagem da contratação de um operador logístico com serviços integrados é a capacidade de atender o cliente em diversos elos da cadeia, desde o porto até os parques eólicos”, afirma Murillo Mello.