CPFL Renováveis registra prejuízo de R$ 61,6 milhões no segundo trimestre

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A CPFL Renováveis apresentou um prejuízo líquido de R$ 61,6 milhões no sendo trimestre do ano, reduzindo as perdas em 33,7% quando comparado com os resultados de igual período em 2015. O Ebitda de R$ 211 milhões representou crescimento de 35,3% em relação ao segundo trimestre de 2015. Os dados foram divulgados na quarta-feira (10).

A receita líquida do trimestre foi de R$ 360,2 milhões, crescimento de 21,8% na comparação anual. O aumento foi impactado positivamente pela maior geração das eólicas, maior receita das PCHs, em função da estratégia de sazonalização da garantia física (mais linear em 2016, enquanto no ano passado a sazonalização foi mais concentrada no primeiro trimestre) e também pelo aumento da geração de energia das usinas a biomassa.

A geração de energia no trimestre aumentou em 24,4% em relação ao segundo trimestre de 2015, enquanto a capacidade instalada da companhia teve alta de 2,7% e encerrou o período com 1.848,5 MW. A entrada em operação comercial da PCH Mata Velha (24,0 MW), em maio, e do parque eólico Campo dos Ventos III (25,2 MW), em junho, contribuíram positivamente para o resultado alcançado.

Além do acréscimo da capacidade instalada em operação, o crescimento da geração entre os trimestres foi influenciado pela maior geração das eólicas, em razão da maior velocidade de ventos no Rio Grande do Norte e Ceará, maior geração das PCHs no Rio Grande do Sul e São Paulo, e também pela maior geração das usinas a biomassa, influenciada principalmente pela normalização da operação de uma das turbinas da Bio Pedra, que sofreu sinistro no segundo trimestre de 2015.

O aumento da receita líquida e a redução das despesas gerais e administrativas foram parcialmente compensados por maiores custos com compra de energia. A despesa financeira líquida de R$ 128,1 milhões foi impactada pelo aumento do CDI e da TJLP em relação ao segundo trimestre do ano passado. Também vale ressaltar que a companhia vem reduzindo a desalavancagem e encerrou o mês de junho com uma relação dívida líquida/Ebitda de 4,8 vezes.

No decorrer do segundo trimestre de 2016 a empresa investiu R$ 264,8 milhões em cinco empreendimentos no país, crescimento de 165,8% na comparação com os R$ 99,6 milhões aportados no segundo trimestre de 2015. Os investimentos previstos para os próximos cinco anos somam R$ 2,08 bilhões.

“Todas as iniciativas de crescimento da companhia seguem a evolução e o potencial da geração de energia a partir de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira”, afirma o diretor-presidente interino e diretor financeiro e de relações com investidores da CPFL Renováveis, Gustavo Sousa. Para o executivo, a situação de liquidez da companhia se mantém sólida e com perfil adequado à estratégia de crescimento, com prazos longos e custos competitivos.

Após o encerramento do segundo trimestre, entraram ainda em operação comercial mais dois parques eólicos do Complexo Campo dos Ventos, com 25,2 MW de capacidade instalada cada, o que elevou a capacidade da companhia para 1.899 MW.