sexta-feira, Abril 26, 2019
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Custo da energia deve seguir declinante, com adição de novas fontes, diz Barata

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Foto: Divulgação
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Secretário-executivo do MME participou de reunião do conselho empresarial da Firjan

O Brasil deverá continuar investindo para aumentar a participação de fontes que garantam segurança energética com menores custos. Segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, com a superação dos desafios mais prementes, como o processo para a solução do déficit de geração hídrica, o GSF, a política energética brasileira vai priorizar a redução dos custos de geração, substituindo fontes mais caras por outras de menor custo. Barata participou nesta segunda-feira (31/8) de reunião do conselho empresarial de Energia Elétrica da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

A base energética do Brasil atualmente é hidrotérmica, ressaltou o secretário. Além disso, o Brasil vem buscando a diversificação das fontes, com a inserção de mais energia renovável. Como exemplo dessa política, Barata mencionou o 1º Leilão de Energia de Reserva (LER), realizado na sexta-feira (28/8). Para o secretário, o resultado do leilão, com contratação de 1.043,7 megawatts-pico (MWp) de potência em usinas solares fotovoltaicas e investimentos previstos de R$ 4,341 bilhões, foi uma ótima notícia para o setor.

Para viabilizar ainda mais a ampliação da energia solar na matriz energética brasileira, Barata relembrou que está em curso projeto para estudar o potencial de geração solar em flutuadores, colocados na superfície dos reservatórios das hidrelétricas de Balbina e Sobradinho. O resultado desses projetos será analisado e outras experiências poderão ser viabilizadas.

Ainda entre os esforços de expansão da oferta de energia, a preços mais compatíveis com o praticado internacionalmente, o secretário-executivo afirmou que o Brasil conta com potencial de crescimento hidroelétrico de 50 mil MW a 60 mil MW. Nesse sentido, o governo vem trabalhando para levar a leilão as usinas do rio Tapajós (PA), como a UHE São Luiz do Tapajós e UHE Jatobá.

“A EPE  (Empresa de Pesquisa Energética) tem planos de construir São Luiz do Tapajós e Jatobá. E nossa expectativa é que tão logo os estudos estejam concluídos possamos licitar São Luiz do Tapajós”, afirmou.

Fontes como a biomassa também terão importante papel na matriz energética brasileira, complementou o secretário-executivo, para gerar energia de base térmica e renovável. Para Barata, a expansão da geração a gás natural também será perseguida. Apesar de ainda haver dificuldades, como a escassez de gás no país, essa fonte permite gerar energia com menor custo do que as usinas térmicas a óleo, o que ajudará a baratear a eletricidade consumida no País.

Nuclear

A energia nuclear também fará parte da matriz elétrica brasileira, explicou o secretário-executivo. Na próxima década, mais quatro usinas nucleares devem ser instaladas no país. “Não temos ainda decisão firme de onde serão, quais serão os sítios, e há possibilidade de discutirmos o modelo de construção dessas usinas”, afirmou Barata.