Daniel Bento e o potencial do setor elétrico brasileiro

Infraestrutura que transformará o futuro: a trajetória de Daniel Bento, revela como inovação, eficiência e redes subterrâneas podem redefinir o sistema elétrico do país e preparar o setor para um novo ciclo de confiabilidade, segurança e resiliência

A trajetória de Daniel Bento com o setor elétrico começou quase por acaso, mas rapidamente se transformou em propósito. Hoje CEO da BAUR do Brasil e da BAUR USA Corp., ele soma mais de trinta anos dedicados à infraestrutura de energia, combinando experiência técnica, vivência prática e capacidade de gestão. À frente das operações da BAUR GmbH no Brasil e nos Estados Unidos — referência global em soluções para testes, diagnóstico e localização de falhas em cabos de média tensão — Daniel se destaca por defender um ponto central: a modernização da infraestrutura elétrica é decisiva para garantir um país mais seguro, eficiente e preparado para o futuro.

Antes de assumir cargos executivos, Daniel atuou por muitos anos diretamente “no campo”, convivendo com a rotina intensa das equipes de manutenção, solucionando falhas em redes, lidando com imprevistos e operando sistemas críticos. Essa experiência moldou não apenas sua visão de liderança, mas sua percepção sobre o impacto da infraestrutura na vida das pessoas. “Entender o lado humano e operacional da energia muda para sempre a forma como você toma decisões”, afirma. O olhar de quem conhece a realidade técnica e a pressão diária por continuidade virou pilar para sua atuação como gestor.

Esse encontro entre técnica e liderança orienta a expansão da BAUR do Brasil, que atua como parceira estratégica de concessionárias, indústrias e usinas de geração de energias renováveis que buscam elevar seus padrões de confiabilidade. A empresa construiu reputação pela precisão de suas soluções e pela capacidade de prolongar a vida útil de redes com cabos isolados por meio de manutenção preditiva e preventiva, bem como ferramentas avançadas de localização de falhas.

Entre os temas mais defendidos por Daniel está a ampliação das redes subterrâneas no Brasil. Ele explica que essa é uma das rotas mais eficientes para criar cidades mais resilientes, especialmente diante do aumento dos eventos climáticos extremos e da necessidade de proteger equipamentos críticos. Em países onde esse modelo é predominante, a vulnerabilidade a temporais, quedas de árvores e rompimentos de cabos é significativamente menor. No Brasil, porém, a adoção ainda é baixa, resultado de décadas de subinvestimento e de uma visão de curto prazo que privilegia o imediato em detrimento do duradouro.

O executivo argumenta que redes subterrâneas não são apenas uma questão estética, mas um ganho real de confiabilidade, segurança e eficiência. E reforça que o país precisa olhar para esse tipo de infraestrutura não como um custo, mas como um investimento no crescimento econômico, na segurança das comunidades e na resiliência urbana.

Com uma carreira marcada por desafios e reinvenções, Daniel Bento lidera a expansão da BAUR do Brasil no mercado brasileiro e da BAUR USA Corp. no mercado americano com foco em redes subterrâneas, gestão e manutenção de cabos isolados e soluções de alta confiabilidade. Sua visão combina experiência internacional, técnica avançada e compromisso com a modernização do setor elétrico. 

A manutenção de ativos é outro tema que Daniel considera indispensável para o avanço do setor. Ele defende que o Brasil precisa migrar para um modelo de gestão mais maduro, focado em prevenção e acompanhamento contínuo, e não apenas em intervenções corretivas. Essa visão, amplamente adotada em mercados mais desenvolvidos, reduz custos, evita apagões e amplia a confiabilidade dos sistemas. Segundo o CEO, manutenção não é custo; é investimento em continuidade.

Essa abordagem ganha relevância quando se observa o impacto da urbanização acelerada e da transição energética sobre as redes elétricas. O crescimento da mobilidade elétrica, da geração distribuída, dos sistemas digitais e de cargas cada vez mais sensíveis exige uma infraestrutura robusta, planejada e preparada para resistir a pressões inéditas. E, nesse cenário, as redes subterrâneas e o monitoramento inteligente dos ativos se tornam não apenas estratégicos, mas essenciais.

Mas a atuação de Daniel não se limita ao campo técnico. Um dos aspectos mais marcantes de sua liderança é a dedicação ao desenvolvimento das equipes. Para ele, a “excelência operacional só é possível quando há profissionais qualificados, atualizados e empoderados para tomar decisões com segurança”. Sua filosofia se apoia em três pilares: proximidade, educação continuada e autonomia responsável.

Além disso, destaca que a modernização da infraestrutura elétrica precisa caminhar junto com políticas públicas que incentivem modelos de financiamento, planejamento urbano e integração setorial. O Brasil, segundo ele, “tem uma janela única de oportunidade para alinhar seu sistema ao que há de mais avançado no mundo, especialmente diante do aumento da demanda por energia limpa e da necessidade de preparar o país para novos ciclos de industrialização. Para isso, porém, será necessário enfrentar gargalos históricos, corrigir assimetrias regionais e fortalecer a qualificação profissional”, aponta.

O papel da BAUR do Brasil nesse contexto é contribuir para elevar o padrão técnico do setor elétrico nacional. Nas palavras de Daniel, “quando uma equipe está mais preparada para diagnosticar problemas, a rede falha menos, vidas são preservadas, custos caem e o sistema opera com mais estabilidade”. É essa combinação de tecnologia, método e conhecimento que ele considera essencial para que o Brasil avance em direção a uma infraestrutura elétrica mais confiável e compatível com o futuro que o país almeja.

Além de defender a modernização das redes e a evolução das práticas de manutenção, o executivo também chama atenção para outro ponto crucial: a necessidade de ampliar o diálogo entre empresas, academia e instituições regulatórias. Em sua avaliação, a produção de conhecimento aplicado e a criação de modelos colaborativos são essenciais para acelerar a adoção de tecnologias robustas e garantir que o país avance de forma consistente na profissionalização do setor elétrico. 

Ele acredita que a consolidação de uma agenda de inovação integrada pode aproximar o Brasil das práticas internacionais mais avançadas, estimular o desenvolvimento de novos padrões técnicos e apoiar concessionárias, indústrias e usinas renováveis na tomada de decisões estratégicas mais seguras e eficientes.

Também reforça que o futuro da energia no Brasil dependerá de como o país será capaz de equilibrar crescimento econômico, segurança energética e sustentabilidade. A expansão de renováveis e a eletrificação crescente da mobilidade exigirão redes mais fortes, planejamento urbano adaptado e políticas que incentivem a modernização contínua da infraestrutura. 

Para ele, trata-se de uma oportunidade única: ao investir em redes subterrâneas, qualificação profissional e tecnologias de diagnóstico avançadas, o Brasil não apenas reduz riscos e custos — mas se posiciona como uma referência de confiabilidade e inovação em toda a América Latina. “É um caminho que exige visão, compromisso e ação coordenada, mas que pode transformar a energia em um dos principais motores do desenvolvimento nacional”, defende.

A trajetória de Daniel Bento demonstra que construir o futuro da energia é mais do que investir em equipamentos e processos — é investir em pessoas, planejamento e visão de longo prazo. Ele acredita que o setor elétrico brasileiro tem potencial para avançar de forma consistente em confiabilidade e inovação, desde que haja coragem para modernizar, aprender e pensar a infraestrutura como base do desenvolvimento. Em sua visão, transformar a rede elétrica é transformar o próprio futuro do país.

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