DIRETO DA REDAÇÃO – Brasil é aprovado para integrar agência internacional de energias renováveis

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Confira os destaques desta semana do Direto da Redação:

O setor de biogás e biometano deverá ganhar um novo impulso. É que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, aprovou no ano passado uma resolução que estabelece regras voltadas para o controle de qualidade e a especificação de biometano oriundo de aterros sanitários e de estações de tratamento de esgoto. Tanto com destino ao uso veicular como às instalações residenciais, industriais e comerciais a ser comercializado em todo o território nacional. Com a regulamentação, o setor entra numa nova fase no Brasil, uma vez que o biometano poderá ser comercializado e utilizado no país como um produto equivalente ao gás natural.

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E 2018 poderá trazer boas novidades para o setor nuclear brasileiro. É que o governo federal decidiu criar um grupo de trabalho que irá propor uma nova Política Nuclear para o país. A expectativa é de que saia daí um modelo que privilegie a participação da iniciativa privada, permitindo ainda a conclusão da usina de Angra 3 e a construção de novas centrais nucleares. O grupo de trabalho terá cinco meses para desenvolver a estratégia que guiará o setor daqui para frente. Existe ainda a possibilidade de que os trabalhos da equipe sejam prorrogados por mais três meses, caso haja necessidade. O governo também criou outro grupo técnico para analisar a conveniência da flexibilização do monopólio da União na pesquisa e na lavra de minérios nucleares.

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E você conhece a Irena? Trata-se da Agência Internacional de Energia Renovável, que aprovou nesta semana o processo de adesão do Brasil.  Para o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, tanto elétrica quanto energética, e (ABRE ASPAS) tenho convicção de que poderemos contribuir muito com a Agência e seus países membros (FECHA ASPAS) Segundo ele, como país membro, o Brasil poderá participar mais ativamente do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como se beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA. E a aprovação da adesão do Brasil a essa agência intergovernamental tem sido comemorada. A Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) e a Absolar (Associação Brasileira de energia Solar fotovoltaica), inclusive, emitiram nota parabenizando a inserção do Brasil ao grupo de membros da agência.