DIRETO DA REDAÇÃO – No último programa de 2017, confira resultados dos leilões de Transmissão e A-4, e o crescimento, ainda tímido, do consumo de energia

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Confira o Direto da Redação desta semana, o último de 2017.

 

O segundo leilão de transmissão de 2017, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última sexta-feira, 15 de dezembro, proporcionou R$ 8,75 bilhões de investimento para construção, operação e manutenção de 4.919 km de linhas de transmissão e de subestações com capacidade de transformação de 10.416 mega-volt-amperes (MVA). Todos os 11 lotes ofertados foram arrematados.

Com deságio médio de 40,46 % ao preço inicial ofertado, as concessões contemplarão os estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.

As obras estruturais dos lotes arrematados irão possibilitar o pleno escoamento de usinas já contratadas e aumentar as margens para conexão de novos empreendimentos de geração.

A empresa que mais levou lotes do leilão foi a Neoenergia S.A. com o arremate de 2 lotes individualmente.

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Já o Leilão de Geração de Energia “A-4”, realizado nesta segunda-feira, 18 de dezembro, resultou na contratação de 25 projetos de geração de energia elétrica, com capacidade instalada total de 675 megawatts (MW) de potência. A energia contratada, que totaliza 220,2 MW médios, irá suprir a demanda projetada de sete concessionárias de distribuição de energia elétrica para o ano de 2021. O preço médio da energia negociada no leilão foi de R$ 144,51/MWh, alcançando um deságio médio de 54,65% com investimentos previstos da ordem de R$ 4,29 bilhões.

No leilão, vinte projetos são de usinas solares fotovoltaicas. Também foram contratadas duas usinas de fonte hidrelétrica, uma Central Geradora Hidrelétrica – CGH* e uma Pequena Central Hidrelétrica – PCH**. Também foi contratada uma usina termelétrica a biomassa (proveniente de bagaço de cana) e duas usinas eólicas.

O Leilão marcou a inserção da fonte solar fotovoltaica e das Centrais Geradoras Hidrelétricas – CGH* para o atendimento ao mercado dos agentes de distribuição. Até então essas fontes eram contratadas como energia de reserva.

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O consumo de energia elétrica, um importante indicador da atividade econômica, tem se recuperado no Brasil, mas a demanda ainda segue abaixo da registrada em 2014, segundo análise da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A economia brasileira saiu oficialmente da recessão em 2017, ao registrar crescimento após dois anos consecutivos de retração do Produto Interno Bruto, mas a retomada tem sido lenta, o que é associado pela EPE tanto à situação econômica quanto a aumentos das tarifas para os consumidores. O consumo acumulado até outubro deste ano é de 462.351 gigawatts-hora, ante 474.823 GWh registrados em 2014.

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A Revista Full Energy agradece todos os leitores e espectadores pela companhia e pela audiência ao longo de 2017, e que no próximo ano continuemos nos encontrando nas páginas da Revista Full Energy, nos posts das mídias sociais, nos nossos eventos e no Direto da Redação.

Toda equipe da Full Energy deseja a você ótimas festas e um 2018 repleto de boas energias.