Direto da Redação – Renovabio é sancionada, Brasil tem mais de 500 parques eólicos e energias solar e eólica chegam ao menor patamar de preços nos leilões de dezembro

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No primeiro Direto da Redação de 2018, a Revista Full Energy destaca algumas notícias que se destacaram no final do ano passado. Confira.

 

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Dezembro foi um mês histórico para o setor de biocombustíveis do Brasil. Depois de ser aprovada na Câmara dos Deputados, a Política Nacional de Biocombustíveis, conhecida como RenovaBio, foi sancionada pelo Presidente da República, Michel Temer.

Desta forma, o Brasil passa a contar com uma das mais avançadas legislações ambientais para o setor de combustíveis com vistas ao cumprimento do Acordo de Paris. A lei estabelece metas que são fundamentais para trazer previsibilidade ao abastecimento nacional de combustíveis e permitirão aos agentes privados melhores condições para realização de planejamento e análise de investimento em um ambiente com menos incertezas. O RenovaBio é fruto de uma iniciativa do Ministério de Minas e Energia, com o apoio da Empresa de Pesquisa Energética (a EPE), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (a ANP), além de diversos especialistas da academia e da iniciativa privada, que realizaram um amplo debate ao longo de 2017, no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética, sobre o papel dos biocombustíveis na matriz energética nacional.

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A energia que vem dos ventos não para de se superar no Brasil. Segundo a ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, no início de dezembro, o país atingiu a marca de 500 parques eólicos instalados. No total, já são 12,64 GW de capacidade instalada, distribuídos em 503 usinas com cerca de 6.500 aerogeradores. Na projeção de Élbia Gannoum, presidente da entidade, até 2020 o Brasil terá pelo menos 17 GW instalados de energia eólica.

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E no final do ano passado, a atenção do setor energético brasileiro se voltou para os leilões promovidos pela Aneel – Agência Nacional de energia Elétrica. Dois dos leilões, o A-4 e o A-6, foram marcados pela forte concorrência, pelo deságio e pela participação de grandes grupos internacionais.

Tanto as usinas de energia eólica como solar chegaram, nos dois leilões, aos patamares mais baixos de preços já registrados no país. No caso das usinas solares, o preço ficou em uma média de R$ 145 por megawatt-hora – uma queda bastante representativa em comparação aos de R$ 297 registrados em 2015, data do último leilão em que a fonte participou. A fonte eólica também chegou a seu menor valor por megawatt-hora, com média de R$ 98,62, sendo que o lance mais barato chegou a R$ 97. Nos certames, foram contratadas 88 usinas geradoras de energia.