Eletrobras pretende ampliar prazo para pagar dívida de 2015 com a Petrobras

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A Eletrobras pretende ter um prazo mais estendido para fechar acordo quanto a dívida de R$ 5,5 bilhões que tem junto à Petrobras. Esses valores referem-se ao fornecimento de combustível para distribuidoras no Norte do país em 2015 e que ficaram em aberto. A proposta original era de 18 meses mas a empresa quer ampliar esse horizonte de tempo para poder adequar esses valores no fluxo de caixa de cada uma sem comprometer a capacidade de pagamento de outra parte da dívida que está sendo paga mensalmente e com valor atualizado de pouco mais de R$ 10,2 bilhões.

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Armando Casado de Araújo, disse que essa parcela da dívida está em negociação, mas não definiu um prazo para a conclusão das conversas com seus credores.

“A questão de 18 meses é que queremos discutir, pois queremos ver se cabe no balanço das empresas (…) até porque temos que demonstrar a nossa capacidade de pagamento antes de firmar o acordo e suportar esse pagamento e preservar o pagamento da outra parte da dívida, que refere-se a 2014”, comentou ele a jornalistas antes de sua apresentação na reunião com analistas e investidores promovida pela Apimec-SP, na tarde desta quinta-feira, 25 de agosto.

A Eletrobras já tem um acordo em vigência e que se refere a um valor de R$ 10,2 bilhões atualizado pela Selic ante o original de R$ 8,6 bilhões decorrentes do não pagamento de fornecimento de combustível para suas empresas no sistema isolado, principalmente a Amazonas Energia. Essa parte da dívida foi acertada em 120 parcelas mensais e que segundo Casado está sendo paga, segundo suas palavras, “rigidamente em dia”.

Casado destacou que esse endividamento, quando for equacionado, não ficará com a Eletrobras holding e sim com a concessionária. Se for  colocada à venda quem carregará esse passivo é a empresa que está com a dívida. Mas, essa segunda parte, lembrou ele, ainda tem uma parte de recursos da CDE o que pode ajudar a reduzir o volume a ser efetivamente pago pela estatal. Essa dívida, acrescentou o executivo, já está totalmente consolidada no balanço da Eletrobras.