quarta-feira, junho 26, 2019
Notícias Energia renovável terá investimento de R$ 226 bilhões nos próximos dez anos

Energia renovável terá investimento de R$ 226 bilhões nos próximos dez anos

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A importância do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA, que abriu caminho para as pequenas centrais hidrelétricas, térmicas, à biomassa e elétricas, foram destaque do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ao participar de dois eventos do setor elétrico na semana passada: a 10ª Edição Brazil Windpower, e o Energy Solutions Show, em São Paulo.

Na ocasião, Bento Albuquerque ressaltou a importância da consolidação da indústria de energia eólica para a economia do país, lembrando que o Brasil, líder na capacidade de geração eólica da América Latina, é o 5º país no mundo com maior número de eólicas instaladas em 2018. Segundo o ministro, de 2010 a 2018, foram investidos recursos da ordem de R$ 145 bilhões em uma cadeia produtiva que responde por cerca de 190 mil postos de trabalho. “A geração de energia eólica, com aproximadamente 15GW de capacidade instalada e 600 parques eólicos em operação em doze estados, representa em torno de 9% da matriz elétrica brasileira. Em termos de capacidade instalada, o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking mundial”, destacou Bento Albuquerque.

O ministro salientou o Plano Decenal de Energia 2027, que prevê um crescimento médio do Produto Interno Bruto de cerca de 2,8% ao ano, o que evidencia a necessidade de investimentos, nos próximos dez anos, de cerca de R$ 400 bilhões no setor elétrico. Deste total, segundo o ministro, R$ 226 bilhões vão para a geração centralizada renovável: R$ 70 bilhões virão de novos empreendimentos eólicos – com previsão de implantação de mais 12 GW em geração eólica -, R$ 33 bilhões de projetos de energia solar, R$ 14 bilhões das pequenas centrais hidrelétricas e das centrais geradoras hidrelétricas e R$ 13 bilhões da biomassa. “Neste contexto – afirmou – a oferta de energia do Brasil poderá acompanhar o crescimento econômico sem comprometer a sustentabilidade ambiental”. “Continuaremos a ser um dos países que menos emitirá CO2 per capita do mundo, uma orientação estratégica do presidente Bolsonaro, incorporada às diretrizes de políticas energéticas adotadas em todos os setores do ministério”, enfatizou Bento Albuquerque.

Fonte: MME