Etanol mantém competitividade frente à gasolina em junho

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O consumo de combustíveis (etanol hidratado e gasolina C) pelos veículos leves do ciclo Otto no Brasil no primeiro semestre de 2016 totalizou 25,94 bilhões de litros ante 26,31 bilhões no mesmo período de 2015 – retração de 1,42%. Dados publicados na última semana (22/07) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) também indicam que nos primeiros seis meses deste ano, a participação do biocombustível hidratado na demanda acumulada alcançou 19,5% contra 22,3% em 2015.

Para o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, é importante ressaltar a manutenção da competitividade do hidratado frente à gasolina C. Desde o início desta safra, as vantagens econômicas do biocombustível se ampliam a cada semana nos principais estados consumidores – Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

“Na última semana (17/07 a 23/07), mais de 85% dos municípios da amostragem nestas regiões apresentaram paridade inferior a 70%, conforme levantamento de preços da ANP. Além disso, é destacável a maior conscientização do consumidor pelo combustível renovável em decorrência das inúmeras vantagens proporcionadas à saúde e ao meio ambiente, refletindo no consumo nacional acima de 1 bilhão de litros por mês”, afirma o executivo.

Em junho, o consumo de combustíveis no Brasil foi de 4,25 bilhões de litros. Este volume comercializado apresenta queda de 3,06% em relação ao mesmo mês do ano passado e retração de 2,27% em relação a maio deste ano. Em termos regionais, em junho, no Centro-Sul, as vendas de etanol hidratado alcançaram 1,17 bilhão de litros e as da gasolina C atingiram 3,37 bilhões de litros, apresentando quedas de 4,91% em relação ao mês anterior e de 2,24% comparando-se igual período de 2015.

Na região Norte-Nordeste, nota-se em junho a expansão da demanda pelo biocombustível de cana em 1,71% (88,7 milhões de litros comercializados) e um consumo por gasolina C estável em relação a maio, com uma demanda de 952 milhões de litros.