Geração de energia eólica salta em 4 anos, mas é apenas 2% do total

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A produção de energia eólica (gerada pelo vento) no Brasil aumentou mais de cinco vezes entre 2010 e 2014: passou de 2.177 GWh (gigawatt-hora) para 12.210 GWh por ano, numa alta de 460,86%. Porém, apesar desse expressivo crescimento, esse tipo de energia ainda representa muito pouco em relação ao total de energia gerada no país: apenas 2,1%.

O domínio continua sendo das hidrelétricas, que geraram 63,2% da energia produzida no Brasil em 2014. Em seguida, aparecem as usinas térmicas, responsáveis por 34,7% do total gerado naquele ano.

As informações fazem parte do estudo Redes e Fluxos do Território – Logística de Energia 2015, publicado nesta quinta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Os dados são relativos a 2014, mas só foram divulgados agora.

Nordeste domina energia eólica
Os Estados do Nordeste se destacam na geração de energia eólica, respondendo por 76% da produção nacional.

O Rio Grande do Norte é o principal gerador, seguido pelo Ceará, pelo Rio Grande do Sul e pela Bahia.

Fontes renováveis passarão hidrelétricas
Outro estudo recente calcula que a produção das usinas eólica e solar deve superar a das hidrelétricas no Brasil em 25 anos.

A pesquisa, feita pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF), afirma que o país deverá ter 43% de sua energia gerada a partir de placas solares ou dos ventos em 2040. Por outro lado, as hidrelétricas terão sua participação diminuída para 29% do total.

Outra previsão otimista é que o Brasil viverá uma revolução na energia solar a partir de 2020: o número de imóveis com placas solares no telhado deverá saltar de 3.500 atualmente para 9,5 milhões até 2040.