terça-feira, junho 25, 2019
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Governo diz que Angra 3 deve ter obras retomadas a partir de setembro

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, prevê que as obras da usina nuclear de Angra 3 (RJ) serão retomadas a partir de setembro, já com a participação de investidores privados. Em recente declaração, o próprio ministro havia informado que o projeto voltaria a ser implantado no segundo semestre.

No dia 26 de março, durante audiência pública no Senado, durante a Comissão de Infraestrutura, o ministro lembrou que Angra 3 será incluída no plano de desestatização na próxima reunião do conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), com processo de escolha dos sócios privados programada para o período de junho a julho deste ano.

No início da audiência, o ministro se queixou do alto custo da energia no Brasil. “É fundamental, para que a gente tenha crescimento e desenvolvimento, a justeza tarifária. Infelizmente, a nossa energia é cara, comparada não aos países desenvolvidos, mas a países de dentro da América do Sul. A nossa energia é três vezes maior que a energia gerada nos Estados Unidos”, disse Albuquerque.

O ministro afirmou que tem buscado aperfeiçoar o modelo de governança do ministério e demais órgãos vinculados para garantir uma melhor estabilidade jurídica e regulatória. “Ninguém vai investir aqui se não tiver garantia e retorno sobre o investimento”, afirmou.

Nesse sentido, o ministro disse também que, se o leilão de venda do direito de explorar o excedente de óleo do contrato de cessão onerosa não sair em 2019, o Brasil vai amargar um prejuízo relacionado ao custo de oportunidade, com as grandes empresas buscando outros destinos para seus investimentos. Segunde ele, o custo de oportunidade associado ao leilão está estimado em US$ 7 bilhões por ano.

“Quem é investidor, se não tem uma oportunidade [para investir], ele vai procurar outras oportunidades, porque não vai ficar com o dinheiro dele parado”, afirmou o ministro. O leilão do excedente da cessão onerosa está previsto para o dia 28 de outubro.

Ao falar sobre a exploração das áreas vinculadas à cessão onerosa, Albuquerque afirmou que o contrato firmado com a Petrobras e a descoberta adicional que veio depois remetem a “valores fabulosos”. Ele explicou que essa exploração se dá na província petrolífera com “maior nível de produtividade do mundo”.

Ele destacou ainda que a produção do pré-sal, onde está localizada as áreas da cessão onerosa, será integrada à rede de abastecimento de gás natural na região que mais demanda esse tipo de energia.

  • Matéria publicada na revista Valor Econômico.