Instituições discutem projeto de biogás no Estado de Goiás

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Votorantim Metais (VM) realizaram nestas segunda e terça-feira, dias 16 e 17, no Câmpus Goiânia do IFG, o 1º Workshop do Projeto Biogás Produtor. A ação faz parte do Convênio de Cooperação Técnica firmado entre as instituições para a implementação de ações e metas relacionadas ao Projeto Biogás redutor de cana energia para redução de minérios lateríticos.

A abertura do workshop, realizada na segunda, dia 16, contou com a presença do diretor Científico da Fapeg, Albenones José de Mesquita, e do diretor-geral do Câmpus Goiânia, Alexandre Silva Duarte, além de professores, pesquisadores e representantes das instituições envolvidas no projeto. De acordo com Albenones Mesquita, a ação da Fapeg no projeto propiciou, além do fomento, a união entre os setores acadêmico e empresarial, em uma parceria benéfica para a sociedade.

“A Fapeg teve um papel catalizador na ação para o estabelecimento desta parceria público privada. Neste caso, todos os lados são beneficiados, com o fomento da pesquisa e produção de conhecimento para a academia; a redução de gastos e a melhoria da produtividade, para o setor empresarial; e a sociedade, com estímulo à indústria e geração de emprego e processos menos poluentes ao meio ambiente”, ressalta.

O projeto também ganhou reforços, com o interesse de grupos científicos da Alemanha e da França, na pesquisa, e que deverão dar apoio técnico à sua execução. Faz parte da ação a Université de Poitiers (França) e há o interesse da Forschungszentrum Jülich (Alemanha) em também participar do projeto. Além das discussões pertinentes à iniciativa, também foi realizado um tour pelo laboratório do Mestrado em Tecnologias de Processos Sustentáveis, da Rede Brasileira de Biogás.

De acordo com o coordenador do projeto e professor do IFG, Wagner Bento Coelho, esse é o primeiro workshop do projeto e visa promover a troca de informações entre todos os envolvidos. Segundo o professor, são esperados resultados que podem transformar a realidade energética do Estado, melhorando diversos setores, como o econômico e o social.

“No Estado de Goiás, não temos aqui o gás como fonte de energia. Esse projeto permite a substituição, em boa escala, do gás natural. Existe a possibilidade muito grande da matriz energética de Goiás se beneficiar de mais esse insumo. Além disso, essa inovação possibilita indiretamente a geração de empregos, recolhimento de impostos e outra série de benefícios”, ressalta.

No total, estão sendo investidos R$ 1,05 milhão, sendo R$ 700 mil da Fapeg para concessão de Bolsa de Pesquisa, Formação e Bolsas Tecnológicas, e para Fomento à Pesquisa em Áreas Estratégicas; e R$ 350 mil pela Votorantim Metais para atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Sobre o projeto
O projeto busca substituir o óleo combustível por biogás de cana energia como matéria-prima utilizada na geração de gases redutores em processos de redução de metais (níquel e cobalto), tendo a VM como piloto do projeto. A ideia é buscar, por meio de pesquisas e conhecimentos científicos, alternativas energéticas para melhorar indicadores ambientais e sociais, além de reduzir os custos da produção.

Além da redução de insumos e custos, o projeto prevê dentro dessa aproximação entre universidade e setor empresarial, o fortalecimento de arranjo produtivo local, geração de emprego e renda e maior desenvolvimento econômico no Norte goiano. Também faz referência ao incentivo à implantação de polo de desenvolvimento de biometano em Goiás e, ainda, a criação de indústria de Química Verde e Carbono Renovável no Estado.