terça-feira, julho 23, 2019
Notícias Mercado Maranhão será inserido no mapa da energia eólica após operações

Maranhão será inserido no mapa da energia eólica após operações

328

No segundo semestre de 2017, o Maranhão deve entrar definitivamente no mapa da energia eólica brasileira com o início das operações do seu primeiro complexo eólico, localizado em Barreirinhas e Paulino Neves, no litoral do estado. Em construção pela Omega Energia desde fevereiro, o Complexo Eólico Delta 3 tem capacidade instalada de 220 megawatts e deve gerar 1 milhão de megawatts/horas por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade com 700 mil habitantes.

O Maranhão mostra seu potencial para geração eólica em um momento de expansão da produção nacional desse tipo de energia. Atualmente, 30% de toda a energia produzida no Nordeste é gerada pelo vento. Em alguns períodos do dia, as usinas eólicas conseguem abastecer até 50% do consumo da região. “O litoral do Maranhão, mais especificamente a área onde estamos instalando o Delta 3, é uma das melhores regiões para a geração de energia eólica. Os ventos constantes e baixa incidência de chuva são uma combinação ideal para viabilizar a implantação de um complexo eólico competitivo, que contribuirá para o desenvolvimento da região e para a melhoria da qualidade daenergia”, afirma Gustavo Mattos, diretor da Omega Energia.

Vantagens
O Brasil tem uma diversificada matriz energética (com fontes hidráulica, térmica, eólica e biomassa), mas se destaca por sua capacidade de produção de energia a partir de fontes renováveis e limpas.

A energia eólica é renovável, não poluente, e sua implantação não causa impactos relevantes, com ampla possibilidade de mitigação. Além disso, parques eólicos não geram qualquer tipo de resíduo. É uma atividade de baixíssimo impacto ambiental, uma energia totalmente limpa e que tem importante papel para a preservação do meio ambiente e para o crescimento sustentável do país.

Os empreendimentos eólicos têm também a vantagem de ocupar uma área reduzida. De acordo com Gustavo Mattos, menos de 4% da área arrendada será usada para a instalação dos aerogeradores. “Todo o restante ficará intocado, podendo ser utilizado para as mesmas atividades já desenvolvidas anteriormente, como cultivo e criação de animais, e também para preservação ambiental”, diz.

A maioria dos parques eólicos brasileiros está situada em regiões com baixo índice de desenvolvimento e acabam tornando-se um vetor de crescimento para as comunidades onde se instalam. O modelo de arrendamento de terras para a construção dos aerogeradores adotado pela maioria dos empreendimentos do país gera também renda extra para a população. Adicionalmente, a arrecadação de impostos e geração de empregos com a formação de mão de obra local, especialmente na fase de implantação dos projetos, também contribuem para a região de Barreirinhas e Paulino Neves.

Estrada
No caso do Maranhão, o projeto eólico viabilizou a construção de uma estrada de 36 quilômetros entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, um desejo antigo dos moradores da região, que tinham dificuldade para se deslocar e circular mercadorias. A rodovia, fruto da parceria entre a Omega, Governo do Estado e as prefeituras de Barreirinhas e Paulino Neves, deve ser entregue em agosto, com pavimentação em piçarra. A construção desta primeira fase ficou a cargo da Omega. Ao Governo do Estado ficou a responsabilidade pela manutenção da via e sua pavimentação no futuro.

O projeto de melhoria do acesso entre os municípios seguiu o traçado original da estrada que já existia em areia e por onde apenas carros com tração 4×4 conseguiam circular. Com a conclusão da obra, a viagem entre Barreirinhas e Paulino Neves poderá ser feita em carro comum e passou de duas horas para cerca de 40 minutos, contribuindo para o fortalecimento da economia e do turismo da região. A construção da estrada nessa primeira fase durou oito meses, incluindo a construção de duas pontes de concreto e teve a participação de 150 profissionais, dos quais mais de 100 foram contratados na região. A obra foi fiscalizada pelas secretarias estaduais de Infraestrutura e de Meio Ambiente e respeitou os quesitos ambientais.