Mercado de energia renovável cresce no país

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O mercado de micro e mini-geração de energia solar no Brasil apresentou um surpreendente crescimento de 308% em 2015, apesar do atual cenário que tem afetado a economia brasileira nos últimos dois anos.  Atualmente, existem mais de 2.500 sistemas de energia fotovoltaica conectados em 16 Estados brasileiros, produzindo energia a partir da luz solar, mesmo em dias nublados e chuvosos. Deste total, 78% são painéis solares de uso residencial, 14% comercial e o restante utilizado nas indústrias, repartições públicas e área rural.  A informação foi dada pelo engenheiro Rodrigo Sauaia, Diretor Executivo da ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica durante a abertura do 6º Ecoenergy | Congresso de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia, que aconteceu na manhã de terça-feira, 10 de maio.
Carta de intenção
A abertura do 6º Ecoenergy contou com a realização de um painel sobre “Políticas Públicas e Iniciativas dos Estados em prol do Desenvolvimento Contínuo de Energias Renováveis”. Participaram do debate o Diretor Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia; o Deputado Estadual de Minas Gerais, Gil Pereira; o representante da secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Eberson Silveira e o assessor do Senador Telmário Mota, João Rios Mendes.
O engenheiro Rodrigo Sauaia disse que: “É preciso que as politicas públicas privilegiem investimentos em fontes renováveis e limpas no Brasil. Além disso, é necessária a redução da carga tributária, ampliação dos financiamentos de médio prazo e principalmente, estímulo ao setor, como por exemplo, a implantação de projetos de energia solar em prédios públicos como escolas, hospitais entre outros.”
João Rios Mendes anunciou que há interesse dos senadores em relação à questão energética no país, especialmente no que se refere às fontes renováveis, comprometendo-se a levar ao senador Telmário Mota os pleitos do setor para que sejam considerados nas comissões do Senado. O deputado Gil Pereira, por sua vez, destacou que o Estado de Minas Gerais foi o primeiro, em 2013, a dar incentivo fiscal (isenção de ICMS) por um prazo de 10 anos para as empresas que investirem em energia solar, enquanto Eberson Silveira falou sobre a existência, no Rio Grande do Sul, de uma Planta Piloto da PUC para formação de pessoal qualificado na produção de células fotovoltaicas. O debate foi enriquecido com a participação ativa da plateia, na qual estavam presentes o Presidente da ABSOLAR, Nelson Colaferro Jr.; o Presidente-executivo da ABRAGEL – Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa, Marcio Severi; o Presidente da ABEAMA – Associação Brasileira de Energias Alternativas e Meio Ambiente, Ruberval Baldini, empresários e profissionais do setor. A ideia é que, a partir das experiências relatadas pelos Estados, que já possuem projetos de energia solar, e do panorama apresentado pelas entidades, seja elaborada uma carta de intenção a ser enviada à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização do Congresso Nacional.
Segundo a coordenadora do congresso, Tatiana Dalben, o evento, realizado paralelamente à feira EnerSolar + Brasil, focou em quatro temas principais: políticas públicas, financiamento, inovação tecnológica e capacitação profissional, com programação de mesas-redondas e painéis promovendo importantes debates entre empresários, pesquisadores, representantes do governo, entidades e associações do setor.