Ministério de Minas e Energia demonstra otimismo na implementação do RenovaBio

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O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, acredita que o programa RenovaBio, após aprovação no Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE), o que deverá acontecer ainda nesta semana (08/06), será decisivo para que “os biocombustíveis passem a ter um papel na matriz energética brasileira”.

Márcio Felix detalhou os ritos para a implementação definitiva da iniciativa lançada em 2016 com o objetivo de expandir os biocombustíveis na matriz energética nacional durante um evento realizado na manhã de hoje (05/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Estiveram presentes no encontro diversas autoridades dos poderes Legislativo e Executivo e representantes do agro nacional, incluindo a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, e integrantes do Conselho Deliberativo da entidade. Destaque também para a participações do vice-prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, do secretário de Agricultura e Abastecimento do município, Arnaldo Jardim, do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Segundo Márcio Félix, após o CNPE formalizar as diretrizes estratégicas para a política de biocombustíveis, as medidas normativas necessárias à sua implantação serão definidas em até 120 dias. Cumprida esta fase, o RenovaBio deverá ser submetido à aprovação do Congresso Nacional.

O secretário do MME foi enfático ao reconhecer, mais uma vez, o peso estratégico do RenovaBio para o crescimento sustentável do mercado de combustíveis renováveis no País.  Até 2030, o Brasil prevê, segundo compromissos assumidos no Acordo de Paris, promover 18% de biocombustíveis em sua matriz energética. “Vemos espaço para pelo menos 40 bilhões de litros até 2030”, observou Félix durante sua apresentação. Para o atual ciclo 2017/2018, a UNICA calcula que serão produzidos 25 bilhões de litros somente de etanol (anidro e hidratado).

Para a presidente UNICA, entidade que está diretamente empenhada na construção e avanço do programa, o evento foi de extrema importância. “Precisamos engajar empresários e a sociedade nesta causa, ou seja, a descarbonização do transporte no Brasil. Estamos muito otimistas com o andamento desse programa no governo, especialmente após a reunião do CNPE. O Brasil precisa de projetos positivos que visam crescimento econômico, social e ambiental”, afirmou Elizabeth Farina.