Ministro de Minas e Energia e Caiado se xingam no Senado

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Foto: Divulgação
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O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, e o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) protagonizaram uma grave discussão nesta quinta-feira (29) durante reunião da Comissão Mista de Mudanças Climáticas.

A discussão começou quando Caiado fez uma pergunta sobre a renovação de concessões de distribuidoras e sobre o processo de privatização da Companhia Energética de Goiás pela Eletrobras. O senador, de oposição, falou para o ministro que prestasse atenção aos seus questionamentos.

O ministro então afirmou que havia ido à audiência para tratar de clima e não do assunto colocado pelo senador.

Caiado se levantou e se postou aos gritos e com o dedo em riste em frente a Braga. O senador berrou várias vezes “bandido! bandido!.” Braga retrucou: “Vossa excelência é desequilibrado. Me respeite. Safado é vossa excelência.”

O parlamentar do DEM chamou o ministro para “conversar lá fora.” O senador teve de ser retirado da comissão pelos colegas. Um dos presentes sugeriu: “Dá água com açúcar para ele.”

No seu perfil no Facebook, Caiado disse: “Não aceito desrespeito, desdém ou que se faça pouco caso de Goiás. O ministro de Minas e Energia não afrontou só um representante legítimo e eleito senador pelos goianos. Ele afrontou um Estado inteiro ao preferir ironia e xingamentos de “desequilibrado”, em vez de usar argumentos para responder sobre o crime que estão cometendo contra a Celg. Lamento o episódio, mas quando se trata de Goiás eu não abaixo a cabeça.”

Racionamento

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta quinta-feira (30) que “o risco de racionamento de energia elétrica no Brasil [hoje] é zero”, mesmo na região Nordeste mais castigada pela seca.

Ao participar de uma audiência pública na Comissão Mista de Mudanças Climáticas, ele defendeu a aprovação da PEC das Obras Estruturantes. A proposta, que faz parte da Agenda Brasil, estabelece o processo de fast-track para acelerar o licenciamento ambiental de obras estruturantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dos programas de concessão. Por meio desse processo, os órgãos responsáveis terão prazo máximo de seis meses para emissão de licenças para obras estratégicas.

“Hoje para autorizar e licenciar um quilômetro de linhas de transmissão precisamos de 27 licenças”, criticou o ministro acrescentando que pela proposta em discussão no Congresso, caso as licenças não sejam concedidas no prazo, a União fica autorizada a licenciar a obra.

Braga falou ainda sobre a importância de diversificar a matriz energética brasileira e afirmou que o Brasil é o quarto maior produtor de energia eólica do mundo e dever chegar, em 2050, ao primeiro ou segundo lugar.