quinta-feira, Março 21, 2019
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Nordeste não precisará do uso contínuo de térmicas mais caras

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Foto: Divulgação
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O Nordeste brasileiro não precisará que sejam religadas de forma contínua as usinas térmicas com custo de geração superior a R$ 600 MW/h, que foram desligadas em agosto do ano passado, juntamente com térmicas de outras regiões. Mesmo com a escassez de água nos reservatórios hidrelétricos da região, essas térmicas mais caras continuarão sendo usadas apenas para os seus objetivos originais: de fortalecer o sistema eventualmente, em horários de pico; de substituir outras térmicas em manutenção; ou compensar alguma restrição elétrica que dificulte o abastecimento de outra fontes.

O ONS esclarece que o custo dessas térmicas, quando usadas dessa forma, não entra no cálculo das bandeiras tarifárias, que é restrito às usinas escaladas no Programa Mensal de Operação (PMO), que descreve todas as usinas que serão utilizadas durante o mês (com revisão semanal). Já o uso dessas térmicas mais caras é definida na Programação Diária da Operação Eletroenergética e em Tempo Real.

Mas, mesmo que o custo do uso eventual dessas térmicas mais caras, por algumas horas do dia, fosse incluída nas bandeiras tarifárias, não teriam peso suficiente para alterá-las, por tratar-se de uma pequena quantidade de energia. Segundo o  Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), por exemplo, essas térmicas representaram apenas  1,97%  de toda a geração térmica do país ocorrida no período de 3 a 13 de janeiro de 2016. Foram somente 2.642 MWmédios, dentro de uma geração térmica total de 125.186 MWmédios, no período.

Essa situação de segurança  poderá até melhorar ao longo do ano, segundo a avaliação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), reunido nesta semana. O abastecimento da região continuará sendo feito sem sobressaltos com a geração, mesmo reduzida, das usinas do rio São Francisco; com os parques eólicos da região, que continuam em expansão; com a importação de energia do Norte e do Centro-Sul; e com as térmicas de base da região.

E, a partir do momento em que os reservatórios da região norte estiverem mais cheios, a exportação de hidroeletricidade para o Nordeste poderá aumentar, reduzindo ainda mais o uso dessas térmicas eventuais em horários de pico de consumo.

Geração Térmica em MWmédios – Janeiro 2016

DIA

Geração Térmica
Convencional*
Total Brasil

Geração Térmica
CVU > R$ 600

Participação
%

03

9.646

0

0

04

10.737

218

2,03

05

12.028

393

3,27

06

11.847

266

2,25

07

12.211

436

3,57

08

11.706

26

0,002

09

11.394

0

 0

10

9.544

266

2,79

11

11.432

271

2,37

12

12.144

116

0,96

13

12.497

 470

 3,76

Total

  125.186

  2.642

  1,97

*Exclui Nuclear –

Fonte: ONS