Novo presidente da Petrobras fala em vender ativos da estatal

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RJ - MOVIMENTAÇÃO/PETROBRAS - GERAL - Movimentação em frente ao prédio da Petrobras localizado na Avenida Republica do Chile, n° 65, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (01). 01/04/2014 - Foto: ALE SILVA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse nesta quarta-feira (1) que a melhoria da situação financeira da empresa passa pela venda de ativos e que ela tem que trabalhar com seus “próprios meios”, indicando que não deve haver capitalização por parte do governo federal.

“Vocês conhecem a situação do Tesouro Nacional. Existe um déficit [projetado pela nova equipe econômica] de R$ 170 bilhões [para as contas do governo em 2016]. Como a empresa poderia pensar em contar com o Tesouro em uma situação dessa? Portanto, temos que ter realismo. Resolver essa situação passa pela venda de ativos”, afirmou Parente.

Ele fez a declaração após a cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em que o presidente em exercício, Michel Temer, deu posse a ele e aos novos presidentes do Banco do Brasil, Caixa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com Parente, há um plano em andamento para melhorar a situação da dívida da Petrobras.

“A área financeira da empresa vem trabalhando com muito sucesso. Fizemos recentemente uma emissão de títulos que teve uma demanda muito acima da oferta. Temos de trabalhar com os nossos próprios meios para resolver essa situação”, disse.

Preço dos combustíveis

Questionado sobre o preço dos combustíveis e se haverá interferência do governo em sua definição, como aconteceu no passado, Parente declarou que essa decisão será “empresarial”.

“Essa é uma orientação importante que foi acertada com a minha vinda. O profissionalismo da empresa e todos os demais assuntos relevantes da empresa serão levados de acordo com interesse da própria empresa”, afirmou ele, acrescentando que não haverá interferência do governo.

“Essa foi a orientação do senhor presidente da Repúblia quando me convidou. Essa é a premissa. Uma gestão profissional, para fazer o que precisa ser feito, o que é certo, e recuperar o papel relevantíssimo da Petrobras no cenário nacional, na sociedade, na economia brasileira e internacional”, disse.

Perguntado se a gasolina iria subir por conta de uma decisão “empresarial” da Petrobras, o novo presidente da empresa afirmou não ter “nenhuma informação” sobre esse tema.

“Preciso olhar os números com atenção. Não é uma decisão que se tome de uma hora para outra. Mas o que é relevante é a diretriz: decisão de preços é empresarial”, declarou.