sexta-feira, Março 22, 2019
Notícias Política Papel regulador do Estado deve ser separado da atuação empresarial da Petrobras,...

Papel regulador do Estado deve ser separado da atuação empresarial da Petrobras, defende Coelho Filho

114

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, participou nesta quinta-feira (2/06) da cerimônia de transmissão do cargo de presidente da Petrobras a Pedro Parente, na sede da empresa no Rio de Janeiro. Em seu discurso, o ministro ressaltou que a Petrobras volte a ter papel central na política energética brasileira e fundamental para o desenvolvimento do país, porém separando a atuação do Estado como promotor de políticas públicas e o papel da empresa.

“Sem perder de vista o papel fundamental que a Petrobras desempenha na economia brasileira, precisamos separar melhor a atuação do Estado empresário a do Estado promotor de políticas públicas e regulador”, afirmou. “Enquanto sociedade de economia mista, com parte relevante de seu capital negociado em bolsas de valores no Brasil e em outros países, a Petrobras merece ter aprimorados seu modelo de governança, para dar mais garantias às pessoas que desejam se tornar sócias desta grande empresa, que confiam suas poupanças à gestão comprometida, eficiente e profissional da empresa”, disse.

Coelho Filho destacou que a Petrobras deve ser refundada em uma visão empresarial moderna, apesar do atual momento ser desafiador. Ao novo presidente da Petrobras, o ministro afirmou ter certeza de que os colaboradores da empresa, capitaneados por Parente, farão a Petrobras se fortalecer e se tornar mais ágil.

Ao final da cerimônia, em entrevista a jornalistas, o ministro elogiou a escolha de Pedro Parente, baseada em um modelo de meritocracia que privilegia a governança e a transparência. Fernando Coelho Filho afirmou ainda que espera adotar também no setor elétrico soluções de gestão similares, colocando nos cargos de comando “pessoas de mercado” e oriundas do setor.

A alteração da exclusividade da Petrobras como operadora única dos campos do pré-sal é uma das medidas defendidas pelo governo neste novo momento da economia e da Petrobras, defendeu Coelho Filho.

“Temos entendimento com o presidente Michel Temer, com membros do governo, com o presidente Pedro Parente, do momento delicado que a companhia vive, da gente poder colocar a Petrobras com direito de escolha de participar das áreas que ela gostaria de participar”, afirmou.

“Queremos que quando o próximo leilão (de óleo e gás) ocorrer, que ele seja bastante exitoso. Vamos, na medida do possível, fazer as alterações necessárias para que se possa estimular  a competitividade e atrair investimentos, que é o que a gente precisa.”