Plano do governo para o setor de gás pode atrair sócios privados para o Comperj

70

O plano do governo de fomentar o setor de gás natural está sendo visto internamente como um possível atrativo também para outros ativos da indústria de óleo e gás brasileira, como o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que ficou paralisado desde os últimos escândalos da Petrobras e agora aguarda a licitação das obras da UPGN para voltar à marcha.

Na avaliação de auxiliares do ministério de Minas e Energia, a redução da participação da estatal no mercado de gás, a venda de ativos e as mudanças regulatórias em discussão podem ser fatores importantes para atração de investidores privados para o Comperj, complementando o planejamento desenhado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que prevê uma empresa mais enxuta e com mais parcerias privadas.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, esteve na Comissão de Infraestrutura do Senado na semana passada, e falou sobre o assunto, reconhecendo que seria um caminho importante para o Brasil.

A parceria com empresas privadas tem sido um dos principais caminhos apontados para a Petrobras conseguir concluir as obras paradas das refinarias, como o Comperj e a Rnest (Refinaria Abreu e Lima), que iniciou a operação sem todas as unidades necessárias e sem previsão de conclusão do segundo trem de refino.

No caso do Comperj, as previsões iniciais eram de que o projeto seria concluído em 2017, mas o último cronograma divulgado já havia adiado a entrada em operação do primeiro trem de refino para 2023, com uma necessidade de recursos estimada em US$ 5,3 bilhões até lá.