Precisamos equacionar desafios no setor sucroenergético, defende Márcio Félix

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O Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, defendeu nesta quarta-feira (24) o potencial do setor sucroenergético e exaltou a importância do contato com os agentes do segmento.

“Precisamos construir um ambiente de diálogo para equacionarmos os desafios da cadeia sucroenergética e definirmos diretrizes para o papel dos biocombustíveis e da bioeletricidade na matriz energética brasileira”, destacou Félix, durante seu discurso no VI Seminário CEISE Br/UNICA sobre Bioeletricidade. O encontro, dedicado ao atual cenário e perspectivas do mercado de cogeração de energia a partir do bagaço e da palha de cana, foi realizado na Fenasucro, em  Sertãozinho (SP).

Segundo Felix, para que esse diálogo aconteça, é importante pensar como sociedade, e assim destacar os principais impasses de curto prazo, além estabelecer critérios que atendam perspectivas atuais e futuras do setor.

Após o evento, o secretário visitou a Usina São Martinho, considerada a maior processadora de cana do mundo, com moagem de 10 milhões de toneladas/safra. A unidade foi fundada em 1948 e conta com quase cinco mil colaboradores.

Cana na Matriz Energética

Os derivados da cana-de-açúcar – o etanol e a bioeletricidade do bagaço – são consideradas como as primeiras fontes de energia primária renovável da matriz energética brasileira (17,6% em 2015). A produção brasileira de etanol na última safra foi de 30 bilhões de litros, o que corresponde à metade da demanda da frota brasileira de veículos leves. A expansão sustentável da sua produção está alinhada aos compromissos do país na COP21.