sábado, Maio 25, 2019
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Previ está inclinada a vender fatia na CPFL à State Grid

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A Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, está inclinada a aceitar a oferta da State Grid por sua participação na CPFL Energia, elétrica na qual o maior fundo de pensão do Brasil tem uma participação de 29,4%.

Altos funcionários da Previ elaboraram um rascunho de documento em que recomendam aceitar a proposta de R$ 25 por ação da CPFL feita pela State Grid, disseram fontes, que falaram sob a condição de anonimato, uma vez que o tema permanece em discussão.

A Previ, que administra R$ 155 bilhões em poupança para funcionários do Banco do Brasil, tem que decidir sobre o assunto antes do fim de julho, disseram as fontes. Paulo Rogério Caffarelli e Gueitiro Genso, os principais executivos do banco e da Previ, respectivamente, discutiram o assunto recentemente, adicionaram as fontes.

A assessoria de imprensa da Previ e do Banco do Brasil informaram que não comentariam as informações.

No início deste mês, a State Grid, maior empresa de energia elétrica do mundo, anunciou acordo para comprar a participação de 23,6% da Camargo Correa SA na CPFL por R$ 5,9 bilhões. Sob os termos de um acordo de acionistas, a State Grid tem de estender a mesma oferta aos demais sócios, incluindo a Previ e um veículo de investimento chamado Bonaire – que tem quatro outros fundos de pensão estatais.

A decisão da Previ de aceitar a proposta da State Grid poderia atrair os outros fundos para o negócio e desencadear uma aquisição dos papéis dos acionistas minoritários, disseram as fontes. O acordo será assinado somente após a State Grid concluir procedimentos de due diligence, e caso a Previ e outros fundos renunciem a seus direitos de concorrer pela CPFL, disse uma das fontes.

A maioria dos fundos de pensão estatais está desesperadamente à procura de dinheiro em meio à recessão mais severa do Brasil desde a década de 1930 e a perdas recordes em seus investimentos no ano passado.

A mesma fonte disse que State Grid poderia pagar R$ 25 bilhões por 100% da CPFL, além de assumir cerca de R$ 15 bilhões em dívidas da elétrica. O acordo também dá à State Grid o controle da CPFL Renováveis SA, uma empresa de energia renovável na qual a CPFL detém uma participação de 52%.

A transação está sujeita à aprovação regulatória e antitruste.