sábado, julho 20, 2019
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Recuperação financeira, governança e venda de distribuidoras são prioridade, diz novo presidente da Eletrobras

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Durante discurso de posse no ministério de Minas e Energia (MME), o novo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, afirmou que as prioridades na gestão da empresa são o resgate da sustentabilidade financeira, a busca da excelência operacional, o fortalecimento da governança corporativa, o foco em geração e transmissão e a venda das distribuidoras controladas pela estatal.

Ferreira Jr lembrou que o prejuízo acumulado pela estatal nos últimos quatro anos chegou a R$ 35 bilhões e que a sustentabilidade será alcançada quando a empresa superar os desequilíbrios. A excelência operacional exigirá programas que elevem a qualidade, inovação e eficiência na prestação dos serviços. Na questão da governança, terá de haver maior articulação das subsidiárias com a holding e o fortalecimento dos mecanismos de compliance e de risco.

“Lembramos que ainda esperamos o arquivamento do formulário 20F na bolsa de Nova Iorque”, destacou o presidente. Ele anunciou que até agosto deve ser encerrada a investigação que apura o impacto financeiro do esquema de corrupção da operação Lava Jato na Eletrobras.

A expectativa é de que a empresa possa apresentar sua defesa ate o dia 11 de outubro no órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, a SEC, para que no dia 13 as ações voltem a ser negociadas na bolsa americana.

Na questão da geração e da transmissão, a ideia é de que a empresa desempenhe o papel de liderança. ”É o que sabemos fazer melhor. Nosso foco. Ou fazemos isso, ou não seremos sustentáveis. Vamos trabalhar para que novos passivos não sejam criados, para que a Eletrobras participe da expansão do sistema após a reestruturação, com taxas de retorno realistas.”

A situação das seis distribuidoras dos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Piauí e Alagoas será definida nos próximos meses, quando o governo deve preparar o processo de privatização. Na última sexta-feira (22) os acionistas da Eletrobras decidiram em assembleia não renovar as concessões das empresas, que  terão seu controle societário transferido a novos concessionários até dezembro de 2017.