Renova Energia escolhe como prioridade conclusão de parques e estruturação de capital

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Com foco na gestão operacional dos seus ativos, a Renova Energia elegeu como prioridade para este ano a conclusão dos parques em construção e a estruturação do capital da empresa. A Renova terminou o trimestre com prejuízo de R$ 551,6 milhões. Em teleconferência com analistas de mercado realizada ontem, 12 de maio, o vice-presidente de Finanças, Desenvolvimento de Negócios e Relações com investidores, Cristiano Barros classificou o trimestre como desafiador, conforme as previsões da empresa. “A empresa continua com visão de operadora de longo prazo e com um portfólio de projetos atrativos”, afirmou.

Na conferência, o diretor de Relações com Investidores, Paulo Ferreira, reafirmou o aspecto da manutenção dos cronogramas de obras da empresa, com a entrada em operação total dentro do prazo do complexo eólico Alto Sertão II (BA – 386,1 MW), que já vem inaugurando parques desde outubro de 2014 e no último mês de janeiro inaugurou mais cinco usinas leiloadas no leilão A-5 de 2011. Os olhares da Renova agora se voltam para a conclusão da fase A do Alto Sertão III (BA – 411 MW). Em fase final de implantação, ele será composto por 24 parques que foram viabilizados em leilões nos anos de 2012 e 2013, além de encomendas para a Light e para o mercado livre.

Já a estruturação de capital da empresa, que também está no radar dos executivos, contará com aporte de até R$ 240 milhões que será feito Cemig GT e de R$ 40 milhões da Light, que deve ser concluído no segundo semestre deste ano. Lembrando que a atual estrutura de capital ainda não está adequada ao perfil de longo prazo dos projetos da empresa, Ferreira salientou que a maior parte da dívida no curto prazo, que é de R$ 1,1 bilhão, é com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social pelo Alto Sertão III. “Com o avanço da obra, podemos trocar o empréstimo-ponte por uma dívida de longo prazo”, avisa.

A operação com a Terraform Global, que acabou impactando negativamente o resultado da empresa, trouxe uma perda total de R$ 382,9 milhões. Os papéis da operadora de ativos valiam US$ 5,60 em dezembro de 2015 e em março de 2016 despencaram para US$ 2,38. “Este resultado não é da Renova, muito influenciado pela Terraform Global”, apontou Ferreira.