Risco de déficit é zero em todas as regiões e cenários, avalia CMSE

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Foto: DIvulgação
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O risco de déficit de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) é zero, concluiu o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) em sua reunião mensal realizada na última quarta-feira (2/9), presidida pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Pela primeira vez neste ano, esse valor para o risco é obtido nas duas macrorregiões e em ambos os cenários, seja considerando o desligamento das usinas térmicas com custo unitário acima de R$ 600 o MWh – conforme definido pelo colegiado em sua reunião de agosto -, e também com o despacho térmico pela ordem de mérito.

Em nota, o colegiado afirma que “com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional melhoraram em relação ao mês anterior”.

Desde a reunião anterior do CMSE, foram adicionados 259 MW de energia nova ao sistema. No ano, 3.885 MW novos foram acrescentados, do total de 6.410 MW de geração nova prevista para o ano.

Veja a íntegra da nota:

Nota Informativa de 2 de setembro de 2015

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2015, de 64.017 MW médios de energia.

O Sistema Interligado Nacional – SIN, dispõe das condições estruturais para o abastecimento do País, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 9.359 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a projeção de demanda. Em 2015, entraram em operação 3.885 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos, dos quais 259 MW desde a última reunião deste Comitê, conforme listado a seguir:

Segundo informações do CEMADEN e INPE/CPTEC, no mês de agosto de 2015, predominaram chuvas abaixo da média em praticamente todo o país. Assim, todas as bacias do SIN apresentaram chuvas abaixo da média. Em consequência, as afluências verificadas em agosto foram 91%, 50%, 80% e 77% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte.

Em reunião realizada em 05 de agosto de 2015, o CMSE deliberou pelo desligamento das usinas térmicas com custo variável unitário (CVU) acima de R$ 600/MWh, por segurança energética. O ONS deverá continuar efetuando o acompanhamento das condições hidroenergéticas do SIN visando, em função da sua evolução, propor ao CMSE a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do SIN.

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de setembro de 2015, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 82 séries de energias afluentes observadas no histórico, considerando tanto o despacho das térmicas por ordem de mérito quanto o despacho das térmicas até o CVU de R$ 600/MWh, obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia iguais a 0,0%, para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional melhoraram em relação ao mês anterior.

Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como aquelas adotadas em 2014, buscando preservar os estoques nos principais reservatórios de cabeceira do SIN.

Além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País.

Ministério de Minas e Energia – MME

Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE

Empresa de Pesquisa Energética – EPE

Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS

Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL (convidado).