SC aposta na geração de mais energia limpa, e estaleiro de Itajaí mira esportes náuticos

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Foto: Divulgação
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Investimentos privados no setor de energia, especialmente de geração limpa como pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), parques eólicos, usinas fotovoltaicas e outros projetos respondem por 25% do total de financiamentos realizados pelo BRDE em Santa Catarina. Segundo o superintendente da instituição, Nelson Ronnie, no ano passado o banco liberou R$ 1,040 bilhão para projetos no Estado, o que significa mais de R$ 250 milhões para energia. Mas é possível destinar uma fatia ainda maior ao setor com o avanço do programa SC+Energia, lançado pelo governo catarinense há sete meses para ampliar investimentos no setor. Conforme o secretário de Estado Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini, nesse período a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) agilizou a liberação de 11 licenças ambientais de instalação (LAI) de projetos que somarão R$ 511 milhões em investimentos.

De acordo com projeções da secretaria, foram cadastrados no programa projetos de geração eólica que somarão 868 MW, mais unidades para geração de energia elétrica, incluindo PCHs, Centrais Geradoras Hidreléticas (CGHs) e usinas fotovoltaicas. De acordo com Chiodini, esses projetos vão requerer investimentos superiores a R$ 12 bilhões. Um dos principais financiadores, o BRDE liberou crédito para 60 PCHs nos últimos oito anos, com investimentos de R$ 612 milhões.

Com o propósito de viabilizar mais projetos, será realizado na Fiesc dia 3 de março um workshop em parceria com a Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch) e os outros envolvidos no programa SC+Energia. Conforme o superintendente do BRDE, há linhas de crédito acessíveis do BNDES. Aqueles juros subsidiados do PSI que foram reduzidos até a 2,5% ao ano no governo Dilma estão suspensos porque o governo não tem dinheiro. Para obras civis de usinas, que representam 60% do total, há oferta de linha com TJLP mais spread, que fica em 10% ou 11% ao ano. Também há linhas para equipamentos, mas sem subsídio.